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Shakira vai se apresentar na final do The Voice França

A produção da franquia francesa do reality show musical The Voice confirmou em seu site oficial que a estrela colombiana Shakira será uma das atrações da final do programa, que vai ser realizada no próximo sábado (10). A cantora deve se apresentar ao lado de um dos finalistas do reality, segundo deu a entender um dos técnicos do programa, o cantor Vincent Panozzo. Essa será a primeira vez que Shakira vai se apresentar ao vivo em um programa de televisão desde o lançamento de El Dorado, sua mais recente produção discográfica.

 

O The Voice França é produzido e transmitido pelo canal TF1.  A final será exibida a partir das 21h (horário de Paris). O programa está em sua sexta temporada, sendo sucesso de audiência na França, e já revelou talentos como o badaladíssimo Kendji Girac, vencedor da terceira temporada. Seu álbum de estreia vendeu mais de 500 mil copias na França e atesta a popularidade do programa em dito país.

Shakira já se apresentou no The Voice UK em 2014 e participou como jurada (coach) em duas edições do The Voice norte-americano.

 

Coldplay anuncia Shakira como atração do festival Global Citizen

O Brasil ama “Me Enamoré“, o mundo ama “Me Enamoré” e até a banda inglesa Coldplay ama “Me Enamoré“. E foi assim ao som do novo sucesso de Shakira que o vocalista Chris Martin anunciou no Twitter que nossa popstar latina fará parte do line up do festival Global Citizen em Hamburgo, na Alemanha, no próximo dia 06 de julho.

Oi todo mundo. Estamos muito felizes de dizer para vocês que @shakira fará parte do line up do @glblctzn em Hamburgo em 06 de julho.

Shakira é fã da banda Coldplay e já assistiu ao show deles em Barcelona no ano passado junto com o mozão Gerard Piqué.

Agora só falta anunciar um dueto porque nós amamos “Hymn for the Weekend” com a Beyoncé e “Princess of China” com a Rihanna.

Confira a entrevista de Shakira para a revista Vanity Fair da Itália

A nossa musa latina é a capa do mês de junho da versão italiana da revista Vanity Fair, e pra variar, ela está LINDA!

A revista que comumente aborda temas como entretenimento, política, sucesso, moda e beleza teve uma conversa descontraída com a nossa loira, e é claro que a equipe do Shakira Brasil já traduziu tudo pra você não ficar de fora! Acompanhe:

Shakira: “Sou uma mãe tigresa e venci o medo parada voltar aos palcos”.

Quando criança, foi dito a ela que cantava como uma cabra… O sucesso veio, mas depois de se tornar mãe, entrou em crise e pensou em desistir da música. Ao invés disso, Shakira voltou aos palcos e segundo ela, “foi libertador”.

Poucos dias após o massacre de Manchester, em 22 de Maio, durante o show da cantora Ariana Grande, perguntamos a Shakira como ela se sente hoje, uma artista acostumada a cantar para milhares de pessoas, e se o pensamento é “Isso poderia acontecer em um dos meus concertos?” Ela responde:

“Bem, como humana, é difícil dissipar, vivemos em tempos difíceis. É claro que há medo, mas há também a vontade de não desistir, continuar a fazer música para viver uma vida plena e satisfatória”.

Não ceder ao medo, é a resposta mais diplomática que dará ao longo da entrevista, mas é também uma resposta de coração, porque se há alguém que sempre representou os valores da inclusão e a mistura de culturas, este alguém é ela, tanto que ela mesmo costuma dizer “Eu sou uma fusão“.

Colombiana de nascença, libanesa por parte do pai, espanhola e italiana por parte da mãe,  é influenciada tanto pela música do oriente médio como também pelo pop inglês, Shakira é uma diva Global por excelência. Primeiro se tornou famosa em espanhol, com o álbum Pies Descalzos (era 1995) e, em seguida, explodiu ao redor do mundo através dos sucessos “Whenever, Wherever“, “Hip’s don’t lie“, “Don’t Bother” e “She Wolf“. Ela diz:

“A língua espanhola é o mais próximo do meu coração, mas certas coisas, por algum motivo, é melhor pra mim em inglês”.

O novo álbum é chamado ‘El Dorado’ e é uma espécie de retorno após o nascimento de dois filhos, Milan (4 anos) e Sasha (2 anos), junto com o jogador de futebol do FC Barcelona, Gerard Piqué. Os dois se conheceram em 2010 no set de gravação do vídeo “Waka Waka”, a canção oficial da copa do mundo na África do Sul, de fato, cantada por Shakira.

“É um álbum eclético, com uma mistura de canções muito pessoais como o single Me Enamore (dedicado a Piqué, que aparece no vídeo) e outros mais pop’s, com influências de Bachata Latina e Reggaeton”.

Um sentimento subjacente de todo o álbum é a liberdade: El Dorado, segundo ela, “É talvez o disco mais libertador que eu já escrevi, e ainda mais divertido”.

Após a maternidade você tinha dado uma pausa, quando você percebeu que era o momento certo pra voltar?

“Foi um processo gradual. Eu sou uma mãe novata que tem que conciliar o papel de mãe com o papel de artista, meu maior desafio. Eu tinha decidido que apenas quando Sasha estivesse mais independente eu estaria de volta ao estúdio. Mas eu não tinha contado com o conflito entre estas minhas duas almas e o medo que poderia aparecer. Em certo ponto, o medo virou o medo do palco. Eu estava confusa, eu também estava tentada a me aposentar, largar tudo”.

O que te fez mudar de idéia?

“Ele interveio, Gerard. Ele sem rodeios disse que nunca permitiria que eu me aposentasse, disse “Garota, você só vai se aposentar quando não tiver mais coisas a dizer. Agora vá lá e faça o que você faz “. Ele estava certo. Eu estava com medo. Digo, aterrorizada“.

Gerard te desbloqueou?

“Absolutamente. Mas entre decidir gravar um novo álbum e fazê-lo realmente levou tempo. Ele têm a pressão e as dúvidas: onde eu encontro inspiração? Como posso trabalhar em um ambiente tão novo para mim? Passei uma semana pensando o que eu já não teria feito. Escrever um álbum a partir do zero parecia uma tarefa impossível, como se eu tivesse que escalar o Everest. Logo, algo estava desbloqueado, mais uma vez, eu publiquei uma canção, “La Bicicleta”, juntamente com Carlos Vives e vi que os fãs talvez não esperassem um álbum completo, que mesmo uma canção seria suficiente. A pressão foi aliviada. E algo em mim estava desbloqueado”.

Logo, aliviou-se a pressão.

“No passado, produzir uma música atrás da outra era um dever. Mas a idéia de me trancar em um bunker, isolada de tudo e todos por quem sabe quanto tempo a fim de produzir uma enorme quantidade de trabalho, me aterrorizava. Felizmente, a indústria fonográfica mudou muito nos últimos anos, e um artista não é mais obrigado a produzir tendo em mente um álbum inteiro. Em suma, quando eu disse “ok, não preciso criar um álbum inteiro” eu vi a luz no fim do túnel. As músicas começaram a fluir mais suave do que nunca, e eu nunca me senti tão livre e criativa como agora”.

Qual é a lição aprendida?

“Que não podemos ouvir o que as outras pessoas querem, mas seguir o seu instinto e suas épocas. E, se necessário, derrubá-las. Eu fiz isso, hoje ser mãe é o meu verdadeiro trabalho. A música se tornou um hobby para que eu possa fazê-la de uma forma descontraída. Eu nunca pensei que diria tal coisa, pois eu trabalho desde que eu tinha 14 anos”.

Mas isso  muito provavelmente é pelo estresse do papel de ser mãe?

“Porque eu sou uma mãe tigre. Leva-me muito tempo para restabelecer-me as energias, quero que meus filhos desenvolvam plenamente a sua capacidade cognitiva, criativa, comportamental. É muito cansativo. Outro dia eu li um estudo que diz que as francesas são as mães mais tranquilas. Aqui, eu quero ser francesa, mas, infelizmente, eles não são. Eu não tenho desapego, eu vivo com toda a paixão, a mil, e uma vez que a maternidade é agora o meu trabalho integral, eu coloco muita energia nela. É bonito, emocionante, maravilhoso, mas cansativo ao mesmo tempo “.

“Bastou Gerard para libertá-la, disse “Garota, você só vai se aposentar quando não tiver mais coisas a dizer. Agora vá lá e faça o que você faz”. – Shakira

O que ensinar a seus filhos sobre o sucesso?

“Que isso não tem nada a ver com ser famoso ou rico. O que é muito mais importante é entender o que você realmente quer fazer na vida. E essa teimosia, por vezes, faz com que você consiga ir tão longe com talento”.

Te preocupas que seus filhos cresçam como privilegiados?

“Eu penso sobre isso, e é verdade que os meus filhos estão crescendo com mais recursos do que eu tinha, mas ainda há dificuldades. Só que, para eles será um tipo diferente. Já agora percebo que ter dois pais famosos não é fácil, você vai lutar mais para encontrar o seu caminho. Uma coisa que me importa é que eles cresçam aprendendo muitas línguas, porque essa é a maneira de aprender sobre as diferentes culturas e abrir a mente”.

E o sucesso você dedica a quem?

“Ao meu pai. Quando criança, eu foi expulsa do coral da escola porque o professor não gostou do meu vibrato, ele disse que eu parecia uma cabra. Meu pai me disse para não desistir, para continuar a cantar. “Sua voz é bonita, você vai ver, um dia todos irão notá-la.” Tem sido sempre um sonhador. Talvez não muito bom como um empresário, mas um idealista que me ensinou muito sobre a vida e o valor da perseverança”.

O que dirias agora a Gerard?

“Tê-lo ao meu lado é fundamental. É como se o tivesse tido sempre, sempre. Eu não posso imaginar minha vida sem ele “.

Você sabia que, recentemente, ele foi um dos convidados de uma transmissão italiana e disse que queria se casar com você?

“Eu sei. É algo que ele disse só na Itália, nem mesmo na Espanha. O que você pode dizer? Ter dois filhos juntos já me faz bastante casada, para não mencionar que as nossas vidas e nossas carreiras estão completamente devotadas um ao outro. Eu questiono a necessidade de um pedaço de papel para tornar este um casamento”.

Entrevista por Vanity Fair n. 23

Essa mulher é MARAVILHOSA né?

“El Dorado” estreia em #1 na Latin Pop Álbuns da Billboard

Na nova atualização da Billboard, feita nesta segunda-feira (05), o novo álbum de Shakira, lançado no último dia 26 de maio, tem a sua estreia nas paradas. O atual single, “Me Enamoré“, teve um grande impulso na última semana atingindo novas posições e além disso outras músicas também figuram nos charts.

Confira:

Billboard 200
#15 – Shakira – El Dorado (contabilizado vendas e streamings)

Top Album Sales
#6 – Shakira – El Dorado (contabilizado somente vendas)

Top Latin Albums
#2 – Shakira – El Dorado

Digital Albums
#3 – Shakira – El Dorado

Latin Pop Albums
#1 – Shakira – El Dorado

Me Enamoré” alcançou nova posição entre as mais populares nos Estados Unidos, enquanto “Chantaje” e outras músicas do álbum também obtiveram destaque.

Billboard Hot 100
#83 – Shakira – Me Enamoré (peak anterior #100)

Na Hot Latin Songs, Shakira aparece com 5 músicas.

Hot Latin Songs
#2 – Shakira ft. Maluma – Chantaje (-1)
#4 – Shakira – Me Enamoré (+2)
#10 – Prince Royce ft. Shakira – Deja Vu (+2)#29 – Shakira ft. Nicky Jam – Perro Fiel
#45 – Shakira ft. Maluma – Trap

Latin Airplay
#2 – Shakira – Me Enamoré (+1)
#4 – Prince Royce ft. Shakira – Deja Vu (+1)

Latin Digital Song Sales
#2 – Shakira – Me Enamoré (=)
#4 – Shakira ft. Nicky Jam – Perro Fiel(nova entrada)
#6 – Prince Royce ft. Shakira – Deja Vu (+8)
#8 –  Shakira ft. Maluma – Chantaje (-4)
#12 – Shakira ft. Wyclef Jean – Hips Don’t Lie (+8)
#16 – Shakira ft. Maluma – Trap
#24 – Shakira – Waka Waka

Latin Streaming Songs
#3 – Shakira ft. Maluma – Chantaje (-1)
#14 – Shakira – Me Enamoré (+6)
#22 – Shakira ft. Wyclef Jean – Hips Don’t Lie (+2)
#24 – Carlos Vives ft. Shakira

Latin Pop Songs
#2 – Shakira – Me Enamoré (+1)
#5 – Prince Royce ft. Shakira – Deja Vu (=)

Tropical Songs
#1 – Prince Royce ft. Shakira – Deja Vu (=)

Você pode garantir a sua cópia do novo trabalho de Shakira nas seguintes lojas: iTunes, Google Play, Saraiva.

Em entrevista intimista e reveladora, Shakira fala sobre família e carreira

Shakira concedeu uma entrevista intimista e reveladora ao apresentador Xavi Martinez para a série de entrevistas #real, que vai ao ar no Youtube. Durante a conversa, o apresentador foge dos temas comuns como beleza e moda e vai fundo para entender o momento em que a colombiana se encontra ao lançar o disco ‘El Dorado‘.

O Shakira Brasil traz com exclusividade a íntegra da conversa transcrita em português. Confira:

Shakira começa a conversa, aparentemente gravada em um estúdio de som, falando sobre sair em turnê com os filhos:

Quando começar verei como é. Nunca fiz uma turnê com duas crianças. Vou levá-los em uma boa parte, mas haverá dias em que estarei sozinha. Acho que na primeira semana vou querer eles comigo, mas vamos ver no que dá. Estou louca para que eles me vejam no palco, é um dos meus maiores incentivos. Falei sobre isso com o Gerard e ele me dizia que um de seus maiores incentivos no futebol é Milan e Sasha o verem jogar. Por isso vai para o campo com tanta alegria, porque sabe que seus dois filhos, que o o acompanham, sobretudo Milan, que é obcecado por futebol, estarão lá. Acredito que para ele a paternidade seja uma injeção de energia e para mim é igual. Me fez querer fazer mais música, seguir adiante com minha música agora não apenas para meus fãs, mas também para meus filhos e o que quero que vivam comigo.

Você tem uma energia como núcleo familiar fora de série, e isso se nota de longe“, diz Xavi.

Acho que fazemos o melhor que podemos e há muito amor“, responde Shakira. 

Acredito que este seja o cimento de qualquer família. Tentamos conservar este amor e cuidar dele. É preciso se dedicar, há um investimento de tempo e de esforço, mas o que tenho muito claro é que para mim isso é o mais importante, a família é o mais importante, o amor é o mais importante e todo o resto é secundário, vem como consequência. Acho que quando você e as pessoas que ama estão bem, todo o resto funciona, tudo segue seu curso natural, mas sim, eles são o mais importante, sem dúvida.

Xavi muda o assunto e fala da fama: “Você é a número 1 e ele é o número 1. No final, o sucesso pode matar até aquilo que temos de mais bonito e íntimo, não acha?“.

Shakira responde sem pensar duas vezes:

O narcisismo, a idolatria, os perigos da fama, tudo isso, se não existem valores fundamentais, se não se considera a família como o principal, se não se dedica o tempo, a energia e também o compromisso… É necessário se comprometer na vida, com ideais, com pessoas, mas nossos familiares também devem ser parte deste compromisso. Pelo menos é como eu vejo e acho que nisso Gerard e eu concordamos. Compartilhamos de muitos valores essenciais que são como um denominador comum.

Ao ser perguntada se acha que os valores básicos estão se perdendo, ela ainda completa:

Meus pais não podem viver um sem o outro, mas não precisam fazer nada. Estão na mesma casa todo dia. Eu digo “façam alguma coisa!” e eles dizem “estamos felizes aqui“.

Sobre ter mais filhos, ela desconversa:

Nunca se sabe. Eu teria muitos mais. Adorei a experiência de ser mãe. É o trabalho mais difícil que existe. Nunca pensei que seria tão difícil ser mãe. É algo que toma muita energia. No meu caso, pelo menos, porque penso muito neles o tempo todo então o desgaste não é apenas físico de trazer e levá-los porque apesar de tudo são muito pequenos, mas também emocional e intelectual. Acho que meu HD já está quase todo ocupado com eles e especialmente por isso me parecia muito difícil criar um novo disco, escrever músicas e tudo isso. Em algum momento isso me parecia uma tarefa hercúlea como escalar o Everest.

Antes eu era o centro do meu mundo, então tudo começava e terminava comigo, mas agora sou um satélite deles, sou absolutamente secundária. Eles são os principais. Claro, ao fim do dia estou um trapo, não tenho energia para nada, mas acho que isso acontece com todas as mães, especialmente nesta etapa, em que ainda são tão dependentes. [Ser mãe] é um trabalho duro, porque você nunca sabe se está fazendo direito. Me pergunto isso o tempo todo. Eu tento ser uma boa mãe, mas isso só saberemos daqui a uns 18 anos. [risos]

Shakira ainda fala um pouco sobre as preferências de cada um de seus filhos:

É um pouco prematuro, mas já vejo as inclinações. Sasha é muito artístico, apaixonado por música. Na verdade, ambos são muito afinados, acho que os dois saíram com o gene musical [risos]. Já para Milan, a devoção pelo futebol é tanta que ele não consegue ver mais nada além do Barça e da seleção nesse momento. Mas acho que os dois serão muito musicais. Vejo que são afinados quando cantam, acompanham bem o ritmo. Pode ser que saiam como a mãe, não sei! [risos] Mas isso não me interessa. Quero dar a eles todas as ferramentas para que possam desenvolver todo o seu talento, todo o seu potencial, seja ele intelectual, esportivo, artístico. Que eles encontrem seus próprios caminhos e que ao final se dediquem ao que mais os apaixona, e que o façam com alegria e sejam felizes com isso e com os valores que gostaria que tivessem: responsabilidade social, sabendo que tudo que fizerem na vida terá impacto sobre os outros, mas que acima de tudo aproveitem, qualquer que seja sua vocação.

Através de um vídeo gravado em um ipad, Alejandro Sanz pergunta em que momento se apaixonou pela música e Shakira responde:

Foi com Dona Summer. Ela lançou um trabalho que se chamava ‘Bad Girl‘. Eu devia ter uns 3, 4 anos. Fiquei obcecada e me lembro que esta foi a primeira música que me conquistou. me lembro também de descobrir a música do oriente médio e com ela também meu lado dançarina. Acho que estas duas experiências musicais foram as que começaram a me despertar.

Shakira também falou ao ser perguntada sobre qual é sua missão neste mundo: 

Acho que quando era mais jovem precisava ser relevante, buscar um lugar na sociedade, ser lembrada. Hoje em dia me tornei um pouco mais cínica, no sentido de que sei que somos um grão de areia no deserto e que é impossível que se lembrem de mim por muito tempo. Quem sabe se lembrem de mim por 5, 10, 15 anos mas no final, a memória do ser humano e curta e os livros de história são reservados para uns poucos. A única coisa que me interessa de verdade agora é transcender no coração de meus filhos e que eles, por sua vez, sigam deixando coisas boas nos outros, nos filhos de seus filhos. Agora minha perspectiva talvez tenha se reduzido um pouco, mas continuo sendo intensa da mesma maneira.

Ela também fala sobre seu trabalho social:

Eu faço por que gosto e porque sei que de alguma maneira sou responsável pela mudança, sei que sou responsável por muitos indivíduos. Tenho esta responsabilidade e não posso fugir dela. Quero que meus filhos pensem da mesma maneira quando chegar o momento. Quero que eles entendam que todos têm responsabilidade por este mundo em que vivemos, e muito mais no mundo globalizado de hoje. Não podemos deixar de lado o efeito borboleta. Não podemos pensar que um bater de asas de uma borboleta deste lado do mundo não tenha efeito do outro lado. Cada coisa coisa que fazemos ou deixamos de fazer tem uma consequência.

Acho que o mais importante, agora mais do que nunca, é não baixar os braços e nos assegurar de que estes discursos racistas, de intolerância e de segregação sejam paralisados e não penetrem nas entranhas da sociedade e consigamos promover sobretudo nos nossos filhos valores que sejam incorruptíveis para que possam crescer com uma visão de mundo progressista e pluralista e os pais, os educadores e a sociedade em geral têm que se encarregar disso. Essa é a melhor forma de resistir e de evitar que qualquer pessoa louca nos digam onde temos que acabar.
Ela ainda alfineta: “Sabe, acho que os governante deveriam passar por um teste psicológico. Se fazem isso com os motoristas, porque não fazer com quem vai dirigir um país? mas sem brincadeira, isto deveria ser considerado.

Ao ser perguntada sobre o sobrenatural e no que acredita, ela foi direta:

Hoje sou mais pragmática. Não sei se sou mais materialista, porque acredito no que vejo, no que há, mas quero me concentrar neste mundo porque outros mundos, outras realidades, são algo muito distante para meu cérebro pequeno que agora só consegue se concentrar em dar banho.

Shakira também conversa rapidamente com o cantor Pablo Alborán via Skype e ele a pergunta sobre os riscos de fazer coisas diferentes e mudar de estilo:

A vantagem de ser um artista solo, de não fazer parte de um grupo, é que temos a liberdade de ir na direção que quisermos. Ao menos na minha vida, sempre quis seguir meus instintos e nunca me preocupei muito em fazer álbuns que tivessem uma unidade sonora o conceitual. Para mim, o importante é a música, e sempre deixei que elas surgissem da forma mais orgânica possível, e muitas destas músicas vieram em formas e gêneros distintos. Por isso investiguei muitos gêneros diferentes e por isso não me deu medo. O que me dá medo é que as coisas não saiam, sabe? Por exemplo, antes de começar com este disco, entrei um pouco em pânico, especialmente nas primeiras duas semanas. O medo sempre está aí, mas não é medo de experimentar, especialmente como artistas pop que somos. O pop tem uma licença para seguir em qualquer direção e no fim das contas os fãs te acompanham em qualquer aventura que você os proponha.

Se tivesse um vídeo com o que se passava no cérebro da Shakira pequena, o que veríamos?“, pergunta Xavi.

Shakira complica:

Dizem que para o subconsciente não há tempo. Para o subconsciente é sempre presente. O que aconteceu conosco há 5, 10, 15 anos e que realmente nos marcou continua em carne viva com se tivesse acontecido semana passada. É curioso porque me lembro sendo a mesma pessoa. A aparência mudou, mas a essência sempre se mantem, ou pelo menos eu me lembro como sendo igual. Todos vivemos experiências e somos seres impressionáveis e suscetíveis a mudanças. A própria vida vai deixando feridas que vamos cicatrizando mas há outras que sempre ficam abertas.

Shakira aparece sexy e falando sobre erotismo

Shakira apareceu sexy na sua última entrevista, concedida ao portal de entrevistas argentino Clarín, mas parece que não só o ensaio foi sensual, mas o tema da entrevista foi bem apimentado:

“O gravador já está ligado, Shakira tá que tá com seu celular. Vestida para uma sessão de fotos que acabou de terminar, não está muito vestida: Cabelos lisos, saltos altíssimos, maquiagem bem leve e usando apenas lingerie preta. O tempo passou e ela até pediu ao seu assistente um tempo extra aos 20 minutos de entrevista, como uma prorrogação do futebol.

De repente a cantora se vira para uma outra assistente e diz: Você pode dizer a Gérard que eu vou ficar sem bateria e ainda tenho 14 entrevistas para dar? (Risos) Diga-o que ele vai dormir sem o meu “boa noite”. Esse foi o recado da estrela colombiana para seu parceiro, Gérard Piqué, jogador do Barcelona.

Antes de partir para a parte mais picante da conversa, Shak falou um pouco sobre a lenda do “El Dorado” que da nome a seu novo disco.

A história é que havia um tesouro perdido, que tinha sido imerso na lagoa Guatavita, em Cundinamarca, Colômbia. Durante a época da conquista, os espanhóis o perseguiram então este local tornou-se, para muitos, um lugar sagrado. E para os outros, em um estado mental e espiritual ideal. E é o lugar dentro de mim mesma onde eu encontro as músicas. Um lugar que, por vezes me põe em dúvida quando eu tenho que avançar em um projeto e pensar e dar mil voltas .

E quantas voltas você deu até este álbum?

Antes deste disco, por algumas semanas, entrei numa espécie de medo do palco. E o conflito era por causa da escolha ou a dualidade entre ser mãe e criadora. Sabendo que meus filhos precisam de atenção e que a artista também estava chorando desesperadamente por dedicação. Assim, inicialmente com muita resistência dentro de mim, eu pensei que não ia ser capaz de criar novamente. No entanto, com o apoio da minha família consegui encontrar El Dorado, confirmar que ele não tinha ido a lugar algum, mas que ele estava sempre ali.

O álbum parece mais uma miscelânea de singles com diferentes motivos e sonoridades do que um conceito.

É exatamente o que é. Eu nunca quis fazer álbuns que procuram uma unidade sonora, eu nunca fui assim. Sempre que eu entro em um estúdio de gravação eu me permito ir em qualquer direção. Mas desta vez eu experimentei esta liberdade mais do que nunca, quando eu percebi que eu não tinha que ir trabalhar em um álbum, um corpo de canções. Isso mudou meu chip. Parte do pânico era por me imaginar trancada em um estúdio, cercado por máquinas, instrumentos musicais pelos próximos 15 meses. Isso me oprimia.

Como você pode destravar esta situação?

Depois de lançar La Bicicleta. Quando saiu esta música com Carlos Vives, senti novamente a música adrenalina para compartilhar com o público. Era paradoxal: era esperado que eu teria que começar a fazer música, mas eu ficaria longe do prazer de criar e do imediatismo de compartilhar. E quando eu percebi que eu poderia ficar longe desta metodologia, senti uma liberdade. Todas aquelas coisas que ele tinha a dizer, se libertaram como uma represa. Deixei sair. Quando eu disse que eu não queria fazer um álbum, foi quando eu fiz. Poder fazer uma ligação e dizer: “Você sabe que eu tenho 13 músicas?“.

Como o melhor fica sempre para o final, o Clarín deixou as perguntas mais picantes para o fim da entrevista.

Me experimenta, coloca nutella. Essa frase do Maluma pra você seria.

Essa canção é a que eu mais manipulei, tirei e coloquei. O conteúdo é tão erótico que em um momento senti que era excessiva e que me dava vergonha mostrá-la.

E olha que você já fez canções sugestivas.

Mas essa está no terreno do erotismo. E literalmente eu tinha pudor de mostrá-la, primeiro pra minha equipe. Eu fiz um grande discurso antes, quase que os pedi desculpas: “Bem, vamos escutar algo que…”. E aí se foram os restos da menina de colégio católico que ainda restavam em mim. É uma de minhas canções preferidas do álbum. Me enlouquece. Quando a escutamos finalizada eu disse ao Maluma: “Olha, me parece que passamos do limites”. E ele: Nãããão Shaki, é muito boa, é bacaníssima (risos). E eu: Não Juan, passamos dos limites, eu não posso por isso. É uma das mais modernas do disco. Sonoramente me parece uma viagem.

A ideia de que você esteja flertando com um gênero tão moderno como o trap é um caminho a percorrer para chegar até divas como Beyoncé ou Rihanna?

Não, eu não posso focar no que os outros estão fazendo, porque eu não sou eles. Há um oceano entre eles e eu. Porque eu não me sinto assim. Porque eu tenho uma sensibilidade muito específica e eu não posso reproduzir os sons que os outros fazem. Se eu tentar, seria notado. E perderia. Eu ganho mais quando eu sego o meu próprio caminho. Quando eu sou obediente às minhas origens e meu instinto, com meus próprios desejos.

Algo muito seu, por exemplo, é o exagero. Em “Toneladas” você fala de ser muito feliz com “toneladas massivas de amor”.

Posso usar hipérboles. Eu sou exagerada da cabeça aos pés, eu não tenho escolha.

Foi difícil convencer Piqué a participar do clipe de “Me Enamoré”? Em um disco com tantos convidados…

Ele é o convidado mais especial! Olha, não custou nada. Uma vez ela me disse que para o que eu precisasse, ele estaria lá. Que foi mais trabalhoso foi encontrar uma maneira dele estar lá e que fosse o mais elegante e intrigante possível. E que também preservássemos nosso relacionamento. Embora ele aparecesse, tinha de ser interativo. Algumas situações são verdadeiras, como a luta de comida (risos). Eu percebi que era melhor que ele aparecesse em partes: uma orelha, uma mão, um pé. Até o final. É uma música dedicada a ele: ele não poderia fazer com um modelo da Guess.