O dia 2 de maio de 2026 entrou para a história do Rio de Janeiro e da música mundial. Diante de mais de 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana, Shakira realizou o maior show de toda a sua carreira e transformou o Todo Mundo no Rio em um verdadeiro marco cultural, econômico e emocional para o país.
Mais do que uma apresentação da “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, o que se viu foi um espetáculo completamente adaptado ao Brasil. Desde os primeiros minutos, ficou claro que aquela não seria apenas mais uma data da turnê. Com drones iluminando o céu, imagens da loba e declarações ao público brasileiro, Shakira abriu a noite com visual nas cores do Brasil e uma energia que rapidamente tomou conta da praia.
Ao longo de quase três horas, a cantora entregou um repertório recheado de hits que atravessam gerações. Clássicos como “Hips Don’t Lie”, “Whenever, Wherever”, “La Tortura”, “Antología” e “Waka Waka” foram cantados em coro por uma multidão que transformou Copacabana em um verdadeiro mar de vozes. Ao mesmo tempo, momentos mais íntimos, como “Acróstico”, trouxeram emoção ao mostrar imagens de seus filhos no telão.
Setlist do show de Shakira em Copacabana:
- La Fuerte
- Girl Like Me
- Las de la Intuición / Estoy Aquí
- Empire / Inevitable
- Te Felicito
- Don’t Bother
- Acróstico
- Copa Vacía / La Bicicleta / La Tortura
- Hips Don’t Lie
- Chantaje
- Loca
- Soltera
- Choka Choka (com Anitta)
- Can’t Remember to Forget You
- Ojos Así
- Pies Descalzos, Sueños Blancos / Antología
- Leãozinho (com Caetano Veloso)
- O Que É, O Que É (com Maria Bethânia e bateria da Unidos da Tijuca)
- Objection (Tango) (com bateria da Unidos da Tijuca)
- País Tropical (com Ivete Sangalo)
- Whenever, Wherever
- Waka Waka (This Time for Africa)
- She Wolf
- Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53
Um dos pontos mais marcantes da noite foi o forte discurso de Shakira ao longo do show. Falando diversas vezes em português, ela relembrou sua primeira vinda ao Brasil ainda jovem e declarou seu amor pelo país. Em um dos momentos mais impactantes, dedicou o show às mulheres, falando sobre força, recomeço e resiliência, temas centrais da atual fase de sua carreira.
Mas foi no bloco brasileiro que o show atingiu um nível histórico. A apresentação deixou de ser apenas um espetáculo internacional para se transformar em uma celebração da cultura nacional. Anitta subiu ao palco para “Choka Choka”, Caetano Veloso emocionou com “Leãozinho”, Maria Bethânia trouxe potência com “O Que É, O Que É”, enquanto a bateria da Unidos da Tijuca elevou a energia da praia. O ápice veio com Ivete Sangalo, que levou o público ao delírio em “País Tropical”.
A estrutura montada para o evento também impressionou. Com um palco de proporções gigantescas, painéis de LED, passarela avançando pela areia e torres de som distribuídas pela praia, o show foi pensado para alcançar cada pessoa presente, do início ao fim da orla. As múltiplas trocas de figurino, os efeitos visuais e a grandiosidade da produção reforçaram o caráter único da apresentação.
Mesmo com um atraso no início, causado por um problema pessoal não detalhado, a energia do público se manteve intacta. Quando Shakira finalmente subiu ao palco, a resposta foi imediata e intensa, com momentos de catarse coletiva que mostraram a conexão profunda entre a artista e o público brasileiro.
O impacto do show foi além da música. A apresentação deve movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia do Rio de Janeiro, consolidando o projeto Todo Mundo no Rio como um dos maiores eventos culturais do país. Mais do que números, o evento reforçou a imagem da cidade como palco global para grandes espetáculos.
No fim, o que ficou foi a sensação de que Copacabana não recebeu apenas um show, mas viveu um momento irrepetível. Shakira não apenas trouxe sua turnê, ela reescreveu o espetáculo para o Brasil. Em meio a milhões de pessoas, drones no céu, convidados históricos e uma sequência de hits inesquecíveis, a artista transformou a praia em um verdadeiro altar pop latino.
E talvez seja exatamente isso que torna essa noite tão especial: em meio a toda grandiosidade, ainda havia espaço para emoção, conexão e verdade. Um daqueles momentos raros em que a gente sabe, na hora, que está vivendo história.

