Após longos sete anos, a cantora colombiana Shakira vai voltar a solo brasileiro para se apresentar para um de seus públicos mais fieis no mundo. A artista anunciou hoje (02) as datas dos seus shows no Brasil em 2025.. A cantora toca em fevereiro, no dia 11 no Rio de Janeiro (Estádio Nilton Santos) e no dia 13 em São Paulo (Estádio Morumbis). A expectativa é que mais de 120 mil pessoas compareçam aos shows da estrela latina no país.
A expectativa de público é projetada pela produtora, a Live Nation. Segundo a empresa, serão disponibilizados 129.809 ingressos, além das entradas promocionais, de patrocinadores e afins. Para o show do Rio de Janeiro serão 62.982 ingressos colocados à venda, divididos entre sete setores. Já para São Paulo, serão 66.827 boletos à venda, espalhados por seis setores.
Os shows de Shakira no Brasil fazem parte da sua esperada turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” e tem a produção da Live Nation. As vendas começam no dia 08 de outubro, exclusivamente para os fãs cadastrados no site oficial da cantora (www.shakira.com).
No dia 09 rola a pré-venda paras os clientes Santander Private e Select (Válido para clientes portadores dos cartões: Santander Unique Infinite; Santander Unlimited Infinite; Decolar Santander Infinite; GOL Smiles Santander Infinite; American Express®️ Gold Card Santander; American Express®️ Platinum Card Santander; American Express®️ Centurion Card Santander; Santander Unique Black; Santander Unlimited Black; Santander / AAdvantage®️ Black). No dia 10, a pré-venda é estendida para os demais clientes do banco. A venda geral acontece a partir do dia 11.
Os ingressos podem ser adquiridos online pela Ticketmaster, no endereço: https://www.ticketmaster.com.br/event/shakira
Pontos de venda físico, para compra sem taxa de conveniência, serão divulgados em breve.
A espera foi longa, mas finalmente o tão aguardado anúncio veio aí! Shakira divulgou hoje (02/10/2024) as datas da América Latina para os show da sua nova turnê Las Mujeres Ya No Lloram World Tour. E o Brasil, sendo um dos primeiros países que abraçou o sucesso da colombiana no início da carreira, não poderia ficar de fora dessa.
A etapa da turnê na América Latina vai começar pelo Brasil, serão dois shows aqui no nosso país, um no dia 11 de fevereiro no Estádio Nilton Santos no Rio de Janeiro, e o outro no dia 13 de fevereiro no Estádio Morumbis em São Paulo. Os ingressos serão vendidos pela Live Nation na Ticketmaster.
A pré-venda para os fãs cadastrados em Shakira.com começará na terça-feira 08/10, já na quarta-feira, 09/10, será a pré-venda para os clientes dos cartões Santander Select e Private com parcelamento em até 5 vezes sem juros. E no dia 10/10 é a vez dos demais clientes do banco. A venda geral acontecerá a partir do dia 11 de outubro, sexta-feira da semana que vem, com possibilidade de parcelamento em três vezes sem juros ou de quatro à oito vezes com juros. Todas as vendas terão início a partir das 10h no site da Ticketmaster, ou a partir das 11h nas bilheterias oficiais. Os valores dos ingressos estão entre R$220,00 e R$980,00.
Depois de quase 7 anos sem vir ao país, a loba promete trazer um show inigualável, misturando seus mais recentes hits que bateram records, com faixas tradicionais dos trinta anos de carreira da diva, que fazem parte do seu legado como a maior latina da indústria. Com base nas últimas apresentações da cantora, tudo indica que essa nova turnê vai contar com uma estética mais glamorosa, moderna e brilhante, seguindo o tema dos diamantes e pedras preciosas que embasam o seu último álbum “Las Mujeres Ya No Lloran”. Fique atento e garanta o seu ingresso na Ticketmaster para cantar, dançar e quem sabe até chorar com a rainha dos quadris!
A cantora colombiana compartilhou em suas redes sociais um vídeo dos bastidores dos ensaios de sua nova turnê. No vídeo, Shakira ensaia “Antología”, clássico do álbum “Pies Descalzos”, com novos arranjos.
Luis Fernando Ochoa, produtor e coautor do primeiro álbum internacional de Shakira, também aparece no vídeo, confirmando que, além dos novos sucessos, o público poderá reviver os grandes clássicos da carreira da maior artista latina de todos os tempos.
Será que descobrimos o principal patrocinador dos shows da Shakira no Brasil? Nesta quinta-feira (26), o banco Santander Brasil compartilhou em seu canal do Instagram uma “misteriosa” mensagem sobre o anúncio de uma das próximas atrações musicais internacionais que terão seus shows no Brasil patrocinados pela instituição financeira.
Na mensagem eles revelam que a atração vai demorar um pouco mais que o previsto pra aparecer, e fazem uma clara alusão à “She Wolf” dizendo que “ela está esperando a próxima lua cheia”.
O anúncio deve acontecer já nos próximos dias, e como já adiantamos aqui no Shakira Brasil, os shows foram originalmente planejados para mês de fevereiro.
Embora a nova música da colombiana seja solo, para o videoclipe ela recrutou um time de amigas de peso para curtir com ela sua nova fase solteira na noite de Miami. No vídeo Shakira se diverte com suas amigas Anitta, Danna Paola, Lele Pons e Winnie Harlow.
Com batidas sensuais e uma letra que empodera mulheres que compartilham do mesmo estado civil, rapidamente “Soltera” já se tornou um hino e promete ser tão grande quando sua Session 53.
Confira ao áudio oficial:
Embora não faça parte do álbum “Las Mujeres Ya No Lloran” o novo hit deve ser adicionado à versão deluxe do álbum que deve ser lançada em breve.
Para comemorar Shakira compartilhou imagens exclusivas com suas novas amigas, Anitta, Danna Paola, Lele Pons, Natti Natasha, Shannon e Winnie Harlow.
Com sua autenticidade, letras envolventes e ritmos marcantes, Shakira foi destacada pela Billboard norte-americana entre as maiores estrelas do pop deste século. A publicação exaltou sua trajetória, seu legado e sua significativa contribuição para a música pop. Confira a seguir a matéria completa, publicada pelo site da revista e traduzida exclusivamente pelo SBR.
Os Maiores Pop Stars do Século 21 da Billboard: Nº 17 — Shakira
A arte singular de Shakira e sua carreira quase inigualável ajudaram a quebrar barreiras na música pop ao longo dos últimos vinte e cinco anos. Com o primeiro trimestre do século XXI chegando ao fim, a Billboard está passando os próximos meses contando as escolhas de nossa equipe para as 25 maiores estrelas pop dos últimos 25 anos. Já nomeamos nossas Menções Honrosas e nossas estrelas nº 25, nº 24, nº 23, nº 22, nº 21, nº 20, nº 19 e nº 18, e agora nos lembramos do século em Shakira — que transformou o pop latino com seu inovador crossover do início dos anos 2000, alcançou a fama global com sucessos como “Hips Don’t Lie” e “Waka Waka” e influenciou uma nova geração de artistas em vários gêneros.
No alvorecer do século XXI, Shakira não apenas emergiu como uma força musical global, mas remodelou a forma como os artistas latinos cruzavam o mainstream e prosperavam lá. À medida que o milênio virava, o conceito de uma artista pop latina dominando as paradas mundiais em dois idiomas era mais aspiracional do que realista. Isso ocorreu apesar de alguns sucessos cruzados vistos no final dos anos 90 — artistas como Jennifer Lopez cantavam principalmente em inglês, e apenas alguns, como Selena e Ricky Martin, causaram impactos significativos ao se apresentarem extensivamente em espanhol. No entanto, Shakira habilmente preencheu essa lacuna: misturando suas raízes colombianas com uma sensibilidade pop afiada, ela rompeu as barreiras linguísticas e preparou o cenário para os avanços desfrutados por artistas que não falam inglês.
Hoje, a vencedora de 15 Grammy Latinos é amplamente considerada a artista latina feminina de maior sucesso de todos os tempos, com 95 milhões de discos vendidos ao longo de sua carreira de três décadas. Muitas de suas músicas se tornaram mais do que sucessos, mas sim momentos culturais cruciais que a mostram como uma superestrela multidimensional. Do sucesso número 1 da Hot 100, “Hips Don’t Lie”, ao sucesso da Copa do Mundo da FIFA “Waka Waka” e a faixa diss sem remorso “Shakira: BZRP Music Sessions, Vol. 53” com a Bizarrap — lançadas, respectivamente, nas três primeiras décadas do século XXI — suas faixas se tornaram essenciais em encontros globais, transformando hinos esportivos em fenômenos pop e solidificando seu status como embaixadora internacional da música.
Recém-saída da conquista da América Latina com seu terceiro e quarto álbuns de estúdio de grande sucesso — Pies Descalzos de 1995 e Dónde Están Los Ladrones? de 1998 — Shakira, uma cantora/compositora dançarina do ventre, tocadora de violão e percussão, transformou sua imagem e som para dar início ao novo milênio. Trocando seus cachos castanhos de rockera por um visual loiro sexy, ela voltou seus olhos para o mercado de língua inglesa e lançou o inovador Laundry Service em novembro de 2001. Impulsionada por sucessos atemporais como “Whenever, Wherever” e “Underneath Your Clothes”, que subiram para o nº 6 e o nº 9 na Hot 100, respectivamente — o álbum alcançou o pico nº 3 na Billboard 200. O LP foi um triunfo comercial e um marco cultural para o pop latino.
No auge da era do pop adolescente do TRL, Shakira distintamente esculpiu seu nicho como uma artista pop de tendência alternativa — completa com cabelo loiro sujo com mechas pretas ocasionais e tranças, e um visual hippie-rocker. Uma dançarina excepcional e multi-instrumentista com um toque genuíno de rock, ela também se destacou como uma compositora que adaptou exclusivamente seu estilo lírico ao inglês — um idioma que ela havia aprendido recentemente. Sua voz instantaneamente reconhecível carregava um tom profundo e poderoso carregado de gritos emocionais, uma reminiscência da profundidade de Mercedes Sosa e da energia bruta de Alanis Morissette. No entanto, era inteiramente dela, e sua combinação de talentos e abordagem inovadora fez de Shakira uma presença única no pop do início dos anos 2000, desafiando as normas convencionais e abrindo um novo caminho para o estrelato.
À medida que a presença de Shakira no cenário mundial se expandia, ela continuava a abrir novos caminhos. Lançado em junho de 2005, Fijación Oral, Vol. 1 marcou seu sexto álbum de estúdio, e o primeiro enquanto estava no topo do mundo. Apesar de seu grande sucesso pop cantando em inglês em Laundry Service, ela ainda decidiu voltar a cantar em espanhol para seu sucessor — um movimento arriscado que, no entanto, valeu a pena tanto artística quanto comercialmente. Coproduzidos por luminares como Gustavo Cerati, Lester Méndez, Luis Fernando Ochoa e José “Gocho” Torres, singles como “No”, “Días de Enero”, “Las de la Intuición” e “La Tortura” com Alejandro Sanz ganharam amplo reconhecimento. Particularmente notável foi sua parceria com o astro espanhol Sanz, um dos primeiros exemplos de uma grande colaboração na música latina, em uma época em que tais parcerias eram raras. Amplamente elogiada como um dos melhores duetos dos anos 2000, a faixa pop-reggaetón ajudou a estabelecer um precedente para futuras colaborações na indústria. A última música se tornou o maior sucesso do conjunto, e a única que entrou no Hot 100.
O álbum estreou em 4º lugar na Billboard 200, o primeiro conjunto totalmente espanhol a entrar no top 5 da parada. Fijación Oral, Vol. 1 também passou 17 semanas em 1º lugar no Top Latin Albums, o maior número para a estrela colombiana no topo do ranking. Ela rapidamente seguiu esse conjunto com Oral Fixation, Vol. 2, a versão em inglês do Vol. 1 cantado em espanhol, lançado em novembro. Aqui, Shakira continuou a explorar novos territórios musicais, aventurando-se mais no pop e rock mainstream, marcando uma mudança notável de suas raízes pop latinas e influências do Oriente Médio. Este álbum a viu colaborando com músicos icônicos como Carlos Santana em “Illegal” e Gustavo Cerati em “The Day and the Time”, embora essas faixas, apesar da escalação repleta de estrelas, não tenham alcançado o impacto esperado.
No entanto, “Hips Don’t Lie”, com Wyclef Jean, foi adicionada no ano seguinte ao Vol. 2 em uma reedição que visava impulsionar as vendas do álbum, depois que o single principal “Don’t Bother” teve um sucesso comercial abaixo do esperado. Essa mudança ajudou o álbum a experimentar um renascimento significativo, impulsionando-o do nº 98 para o top 10 em maio. Misturando salsa e reggaeton com uma amostra de Jerry Rivera, a música também foi catapultada para o topo da Hot 100, tornando-se a única nº 1 de Shakira até o momento na parada de todos os gêneros e permanecendo lá por duas semanas. Apesar do início difícil do álbum, o LP foi finalmente redimido pelo enorme sucesso de “Hips”, que perdurou como uma das músicas pop mais lembradas de toda aquela era (e uma das 500 melhores músicas pop de todos os tempos da nossa equipe).
A superestrela colombiana continuou a lançar mais discos e lançou She Wolf em 9 de outubro de 2009 — cuja faixa-título eletropop acabou se tornando seu apelido até hoje, e alcançou a posição 11 na Hot 100 e a posição 1 na Dance Club Songs. O álbum foi seguido pelo mais básico Sale el Sol em 2010, que retornou Shakira ao top 10 da Billboard 200, chegando ao 7º lugar. Antes disso, em 2007, ela também se uniu à superestrela Beyoncé em “Beautiful Liar”, marcando uma colaboração sem precedentes de sua época, um ícone pop americano e uma sensação latina. A música alcançou a posição 3 na Hot 100.
Enquanto ela continuava a provar sua proeza de criar tendências e hits como artista de singles e álbuns, ela também se estabeleceu como uma potência na arena de performance ao vivo. Sua performance eletrizante na Copa do Mundo FIFA de 2010 na África do Sul, onde ela cantou o hino trilíngue oficial do torneio “Waka Waka (This Time for Africa)”, com Freshlyground, tornou-se um chamado global à unidade, refletindo o espírito do torneio e estabelecendo ainda mais Shakira como um ícone global amado. (Foi também lá que ela conheceu seu antigo parceiro, o astro do futebol Gerard Piqué, com quem ela teria dois filhos e ficaria por mais de uma década.) Esta não foi a primeira apresentação de Shakira na Copa do Mundo; ela estreou em 2006 com “Hips Don’t Lie” na cerimônia de encerramento na Alemanha, retornou para a África do Sul e novamente em 2014 no Brasil, onde lançou “La La La” com Carlinhos Brown.
A jornada musical de Shakira viu sucesso contínuo com o lançamento de seu álbum homônimo de 2014 e El Dorado de 2017. O primeiro se tornou seu álbum de maior pico na Billboard 200, alcançando o nº 2, e o último disparou para a posição nº 1 no Top Latin Albums por cinco semanas, também dominando a parada Latin Pop Albums por impressionantes 63 semanas. Embora essas conquistas tenham mantido sua relevância, elas não conseguiram igualar o impacto explosivo de seus sucessos do início do século XXI. No entanto, sucessos notáveis desses álbuns, como a colaboração Shakira-Rihanna “Can’t Remember To Forget You” e “Chantaje” com a então estrela pop colombiana em ascensão Maluma, fizeram incursões significativas no Hot 100.
No entanto, talvez não tenha havido maior prova de que a música latina consolidou seu lugar na cultura pop americana no show do intervalo do Super Bowl LIV de 2020, quando Shakira e Jennifer Lopez subiram ao maior palco do mundo juntas em 2 de fevereiro. O set de Shak foi completamente latino, apresentando uma programação de seus sucessos em espanhol e estilos de dança que destacaram sua herança colombiana (e libanesa), incluindo champeta e mapalé, uma dança afro-colombiana. Isso tornou sua apresentação distinta em comparação a outros shows do intervalo do Super Bowl, além de Gloria Estefan, que se apresentou três vezes nos anos 90. O set também contou com as então estrelas globais em ascensão Bad Bunny e J Balvin, trazendo seu próprio toque tropical-urbano. Em contraste, J.Lo apresentou um set mais vibrante e cheio de energia, que lembrava um show em Las Vegas.
Dois anos depois, Shakira se viu fazendo grandes manchetes novamente — dessa vez não por suas conquistas musicais ou performances de cair o queixo, mas por seu rompimento amplamente divulgado (e problemas fiscais). No início de 2022, rumores surgiram de que Shakira estava terminando seu relacionamento de 11 anos com Gerard Piqué. Em junho, eles confirmaram a separação, dando início a uma onda de especulações nos tabloides sobre a infidelidade do jogador de futebol com uma mulher mais jovem, de 23 anos, com quem ele teria começado a namorar logo depois. Essa turbulência pessoal atraiu intenso escrutínio da mídia, com paparazzi sitiando a casa de Shakira e a escola de seus filhos em Barcelona, transformando uma provação familiar privada em um circo midiático completo.
Por mais constrangimento público que o fim do relacionamento tenha causado a Shakira, também ajudou a inspirar seu período de maior sucesso comercial em pelo menos uma década. No início de 2023, ela lançou a faixa explosiva de diss electropop, “Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53” com o hitmaker argentino Bizarrap. Sua explícita acusação de dedos e narrativa sem remorso marcaram um afastamento significativo das referências veladas usuais em músicas de término, pois ela forneceu detalhes íntimos de seu término, não deixando espaço para ambiguidade ao citar nomes e abordar o drama pessoal de frente. Com versos como “Las mujeres ya no lloran, las mujeres facturan” (“Mulheres não choram mais, mulheres lucram”), a autoproclamada She Wolf escreveu um novo manifesto de empoderamento feminino, desafiando os padrões duplos impostos às mulheres latinas na sociedade. A música se tornou o clipe mais visto no YouTube para uma faixa latina em suas primeiras 24 horas, com 63 milhões de visualizações, e marcou vários marcos da Billboard, incluindo fazer de Shakira a primeira vocalista feminina a estrear no top 10 da Billboard Hot 100 com uma faixa em espanhol; também ganhou o prêmio de canção do ano e melhor canção pop no Grammy Latino de 2023.
Os sucessos continuaram chegando, enquanto Shakira marcou outro top 10 da Hot 100 com Karol G em sua tão esperada parceria “TQG”. Juntas, as duas maiores estrelas pop femininas colombianas com uma geração de diferença entregaram o hit definitivo do tabloide pop; Karol G também falou sobre seu tumultuado rompimento com a estrela do trap porto-riquenho Anuel AA. Tanto “Vol. 53” quanto “TKG” alcançaram o top 10 da Hot 100, e “TQG” liderou a Billboard Global 200. A música se tornou o primeiro hit top 10 de Karol, e ainda seu único hit top 10 até o momento.
Shakira essencialmente passou o resto do ano coletando elogios por seu retorno espetacular e legado geral. Em maio de 2023, a Billboard homenageou Shakira como sua primeira Mulher Latina do Ano; em julho, o Premios Juventud deu a ela seu prêmio de Agente da Mudança. Em setembro, ela recebeu o prêmio Video Vanguard no MTV Video Music Awards — a primeira artista sul-americana a recebê-lo — onde também apresentou um medley deslumbrante de 10 minutos de sucessos.
No entanto, em sua matéria de capa de 2023 para a Billboard, Shakira revelou que, nos últimos sete anos, ela se desviou por questões familiares e pela vida em Barcelona, longe da ação da indústria musical. Seu foco mudou após sua separação romântica, quando ela começou a derramar seu coração em sua música de forma catártica. Outros sucessos se seguiram: “Te Felicito”, com Rauw Alejandro, subiu para a posição 10 na Hot Latin Songs e para a posição 67 na Hot 100 em maio e junho de 2022, respectivamente; em novembro, “Monotonía”, com Ozuna (seu vídeo mostra o coração de Shakira sendo arrancado e esmagado por um sapato), subiu para a posição 3 na Hot Latin Songs.
Com um intervalo de sete anos desde El Dorado — devido a Piqué “arrastá-la” para baixo, em suas palavras — Shak lançou triunfantemente Las Mujeres Ya No Lloran em 22 de março de 2024. O álbum, seu 12º trabalho de estúdio, apresentou uma mistura de sons, de afrobeats contagiantes a bachatas emocionantes, ritmos Tex-Mex e até mesmo um retorno às suas raízes do rock. Rapidamente recebeu aclamação da crítica, também estreando em primeiro lugar nas paradas Top Latin Albums e Top Latin Pop Albums. Este marco marcou Shakira como a primeira mulher a liderar essas paradas em quatro décadas. Continuando sua jornada como uma força monumental, Shakira está pronta para retornar aos palcos com a Las Mujeres Ya No Lloran World Tour, começando em 2 de novembro, em sua primeira turnê desde 2018 com a El Dorado World Tour.
A visão inicial de Shakira em misturar espanhol e inglês em sua música abriu caminho para os artistas de hoje, que agora se beneficiam das portas que ela ajudou a abrir. Refletindo sobre a indústria musical hoje, superstars como Bad Bunny, J Balvin e Karol G navegam em carreiras de alto nível inteiramente em espanhol, um testemunho de quão longe a indústria evoluiu desde os dias em que ofertas bilíngues ou em inglês eram consideradas necessárias para o verdadeiro sucesso do crossover.
Com o tremendo e mais recente sucesso de superstars como Bunny, Balvin, Karol e também estrelas da música mexicana como Fuerza Regida e Grupo Frontera — ambos colaboradores em seu último álbum — seu ímpeto também ajudou artistas latinos tradicionais como Shakira a manter sua relevância e influência em meio ao aumento da música latina, atualmente o gênero que mais cresce nos EUA. Com as indicações ao Grammy Latino de 2024 anunciadas na terça-feira (17 de setembro), Shakira continua a ganhar reconhecimento: ela está atualmente indicada para três prêmios, incluindo álbum do ano por Las Mujeres Ya No Lloran, música do ano por “(Entre Paréntesis)” com inclinação Tex-Mex com Grupo Frontera e melhor performance de música eletrônica latina por “Bzrp Music Sessions, Vol. 53 (Tiësto Remix)”.
A saga de Shakira, marcada por sucessos inovadores e desafios pessoais, resume a jornada de uma verdadeira titã do pop no século XXI. Traçando um caminho que trouxe os ritmos latinos para a consciência global, seus inúmeros sucessos e presença carismática no palco não apenas definiram sua carreira, mas também influenciaram substancialmente o cenário musical atual. Além disso, sua resiliência e adaptabilidade exibem um modelo de empoderamento e autenticidade artística. Ao superar dificuldades pessoais e emergir consistentemente no topo, Shakira não apenas navegou pelos terrenos complexos da música pop global, mas deixou uma marca indelével nela. Enquanto a celebramos como uma das maiores estrelas pop desta era, Shakira continua sendo um pilar de inovação e resiliência. Afinal, seus sucessos não mentem.
No último domingo (25) Shakira causou o maior furor nas redes sociais ao aparecer de surpresa na boate LIV Miami acompanhada de Anitta, Lele Pons, Danna Paola e Winnie Harlow para a gravação de um videoclipe até então misterioso. Muito se cogitou sobre a participação d abrasileira no projeto, se ela dividiria os vocais com a colombiana ou apenas participaria do vídeo como uma de suas amigas.
Nesta sexta-feira (20) a artista colombiana finalmente revelou tanto a data de lançamento de “SOLTERA”, quanto a capa do single, onde ela é a única creditada como cantora. O que já foi o suficiente para acabar com os rumores de um possível feat. com Anitta nos vocais. O que também seria incrível.
A Academia Latina de Gravação divulgou hoje (17) a lista de indicados à 25° edição do Grammy Latino e Shakira recebeu 3 indicações. A colombiana concorre ao prêmio principal da noite, o de ‘Álbum do Ano’, com seu trabalho “Las Mujeres Ya No Lloran“. Ela também foi indicada em ‘Canção do Ano’, com “(Entre Paréntesis)” e na categoria ‘Melhor Interpretação de Música Eletrônica Latina’ pelo remix da “Shakira: Bzrp Music Session, Vol. 53” feita pelo DJ Tiesto.
A cerimônia de entrega do Grammy Latino deste ano acontece no dia 14 de novembro, em Miami. Vale lembrar que no ano passado, Shakira levou 3 gramofones pra casa, pelas músicas “Shakira: Bzrp Music Session, Vol. Session 53” e “TQG“, ambas do álbum “Las Mujeres Ya No Lloran“.
Confira as indicações de Shakira:
ÁLBUM DO ANO:
• “Las Mujeres Ya No Lloran” – Shakira • Bolero – Ángela Aguilar Cuatro – Camilo • Xande canta Caetano – Xande de Pilares • Mañana será bonito (Bichota Season) – Karol G • García – Kany García • Radio güira – Juan Luis Guerra 4.40 • Autopoiética – Mon Laferte • Boca chueca, vol. 1 – Carín León • Las letras ya no importan – Residente
CANÇÃO DO ANO:
• “(Entre paréntesis)” — Édgar Barrera, Kevyn Mauricio Cruz, Manuel Lorente Freire, Lenin Yorney Palacios & Shakira, compositores (Shakira, Grupo Frontera) • “A fuego lento” – Daymé Arocena & Vicente García, compositores (Daymé Arocena & Vicente García) • “A la mitad” (Banda Sonora Original de la serie Zorro) – Julio Reyes Copello & Mariana Vega, compositores (Maura Nava) • “Aún me sigo encontrando” — Rubén Blades, Gian Marco & Julio Reyes Copello, compositores (Gian Marco & Rubén Blades) • “Caracas en el 2000” — Marvin Hawkins Rodríguez, Jerry Di, La Pichu, Danny Ocean & Elena Rose, compositores (Elena Rose, Danny Ocean & Jerry Di) • “Derrumbe” — Jorge Drexler, compositor (Jorge Drexler) • “Mi ex tenía razón” — Édgar Barrera, Andrés Jael Correa Ríos, Kevyn Mauricio Cruz Moreno, Karol G & MAG, compositores (Karol G) • “Según quién” — Édgar Barrera, Kevyn Mauricio Cruz, Luis Miguel Gómez Castaño, Maluma, Lenin Yorney Palacios & Juan Camilo Vargas, compositores (Maluma & Carín León) • “Te lo agradezco” — Rafa Arcaute, Kany García, Carín León & Richi López, compositores (Kany García & Carín León) • “313” — Leo Genovese, Residente & Silvia Pérez Cruz, compositores (Residente, Silvia Pérez Cruz & Penélope Cruz)
MELHOR INTERPRETAÇÃO DE MÚSICA ELETRÔNICA LATINA:
• Shakira: Bzrp Music Session, Vol. 53 (Tiësto Remix) – Bizarrap, Shakira, DJ Tiësto • La Ceniza – Ale Acosta, Valeria Castro • Drum Machine – Alok • Pedju Kunumigwe – Alok, Guarani Nhandewa • BAMBOLE – Vikina Featuring Deorro
Para ver a lista completa de indicados clique aqui.
Na noite do último sábado (14/09/2024) a internet foi à loucura com imagens de Shakira e Anitta dançando juntas na boate LIV em Miami, durante a gravação de um clipe. As cantoras também estavam acompanhadas da mexicana Danna (ex Paola), da venezuelana Lele Pons, e da canadense Winnie Harlow, além de várias outras pessoas curtindo e dançando na festa. Ao fundo dos vídeos, tocava o que promete ser a nova música da colombiana, intitulada “Soltera”.
Publicado por @shakirabr
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Ainda não se sabe ao certo se a nova música vai ser um feat ou se Anitta vai apenas fazer uma participação especial no clipe, mas de um jeito ou de outro, os fãs estão empolgadíssimos com o intercâmbio tão aguardado entre Colômbia e Brasil. Tudo indica também, que a música será um hino das mulheres solteiras, exaltando a fase atual da loba. Pelos pequenos trechos que podem ser escutados nos vídeos, o hit aparenta ter uma pegada latina bem dançante.
Além das imagens curtindo em grupo com as amigas, Shakira também apareceu dançando em cima de uma passarela. A cantora usava um vestido curto com decote profundo nas costas e uma sandália de salto, os cabelos longos estavam soltos e ondulados. A rainha dos quadris postou em suas redes sociais um vídeo descontraído dançando com as meninas ao som da nova música. Na legenda, Shakira mencionou o país de cada uma delas, valorizando a nacionalidade de todas. Tudo promete que vem hit por aí! Enquanto aguardamos ansiosamente, ficamos com alguns trechos dos vídeos.
Enquanto Shakira estava dançando encima do balcão da boate em frente ao DJ e com as amigas ao fundo, algum sem noção ao invés de curtir a oportunidade única de estar em uma boate com tantas artistas incríveis, resolveu aproveitar a ocasião para tentar filmar por debaixo do vestido da colombiana.
A cantora ficou visivelmente constrangida e no mesmo instante resolveu descer e continuar se divertindo e gravando atrás do balcão.
Ao que tudo indica, “Soltera” deve servir como lead single para a edição deluxe do novo álbum de Shakira que pode ser lançada em breve. Em entrevistas recentes a própria artista revelou que estava trabalhando em novas músicas e que não descartava a possibilidade de lançá-las antes de sua nova turnê, que começa em 02 de novembro nos Estados Unidos.
Enquanto “Soltera” não chega oficialmente, continuem dando stream em #LMYNL na sua plataforma favorita.
Cantora colombiana publicou ontem (03) uma carta no jornal “El Mundo” contando seu lado sobre o tempo sombrio que viveu nos últimos anos na Espanha, quando sofreu uma perseguição sem precedentes da Agência Tributária daquele país. Confira o texto traduzido na íntegra:
“Contar para viver”, a verdade de Shakira sobre sua guerra com o Tesouro: “Fiz um acordo para proteger meus filhos, não por covardia ou culpa”. Publicamos com exclusividade um texto em que a cantora colombiana conta sobre sua guerra com a Agência Tributária e detalha pela primeira vez porque chegou a um acordo com o Ministério Público. “Fiz isso para proteger meus filhos e seguir com minha vida, não por covardia ou culpa”, diz ela.
Em 2023 vivi rodeada de câmeras, que esperavam ansiosamente mostrar ao mundo como eu me despedaçava. Ninguém perdeu nenhum detalhe: o julgamento do Tesouro, o divórcio midiático… foi um espetáculo interessante demais para ser deixado de lado. Mas o mais frustrante foi ver que uma instituição estatal parecia estar mais interessada em queimar-me publicamente na fogueira do que em ouvir as minhas razões. Bem, acho que chegou a hora de dá-las.
Desde o início eu sabia que a história artificial da Agência Tributária confundia e manipulava duas intenções completamente diferentes: uma era o desejo de se estabelecer num país e outra, muito diferente, o desejo de que uma relação que se desenvolvia naquele país prosperasse. Trocaram um pelo outro para me tornar residente fiscal desde 2011 e criar obrigações que não existiam. Agora entendo, porque experimentei em primeira mão, que uma instituição criada para o serviço dos cidadãos não deve usar todo o seu poder e recursos para criminalizar caprichosamente quem lhe convém, mas todos sabem que o romance vende bem.
Em 2011, eu queria que prosperasse a minha relação com Gerard Piqué, que nessa altura estava ligado à Espanha por motivos de trabalho, mas viajar para Espanha me gerava muitas complicações, porque me obrigou a me afastar dos meus centros de atividade laboral. Sempre que voltava, o fazia para que o relacionamento prosperasse, e não por uma “vocação para permanecer”. Uma estratégia na qual também está subjacente um preconceito machista. Se o cantor fosse um homem americano, tivesse se apaixonado por uma espanhola e a visitasse regularmente, acho difícil acreditar que a Agência Tributária teria considerado que ele tinha intenção de criar raízes. Existe um machismo estrutural que pressupõe que uma mulher só pode seguir um homem, mesmo quando isso não lhe convém. Um machismo que sobrevive em setores da burocracia estatal numa sociedade que – felizmente – já pensa de forma muito diferente.
Alguns técnicos da Agência Tributária Espanhola apresentaram uma história infantil e moralista em que eu era uma cantora que evitava cumprir as suas obrigações fiscais e eles eram os representantes da justiça e da decência. A realidade era bem diferente: sempre cumpri com as minhas obrigações. As minhas finanças foram investigadas por instituições tão insuspeitas como a Casa Branca ou o IRS (Internal Revenue Service) e aprovadas por outros países da União Europeia, e durante todo esse tempo nunca encontraram o menor sinal de ilegalidade, enquanto um diretor geral de inspeção da Agência Espanhola se permitiu me criminalizar em um programa de televisão antes mesmo de o julgamento acontecer. Podemos confiar que uma instituição respeitará a nossa presunção de inocência quando nos condena publicamente antes da sentença?
Mas a Agência Tributária não tenta punir quem não cumpre, mas sim mostrar troféus de caça para reconstruir a credibilidade em xeque. E como conseguem isso? Amedrontando as pessoas, ameaçando com pena de prisão, comprometendo a paz de espírito dos nossos filhos e nos colocando sob pressão para desmoronar. Queriam fazer a opinião pública acreditar que não paguei os meus impostos, quando a verdade é que paguei muito mais do que devia. Quando realmente foi oportuno fazê-lo, declarei-me residente fiscal espanhol e se se somarem todos os valores que paguei voluntariamente e as multas injustificadas, vão se dar conta que o Estado espanhol abocanhou uma soma superior a todos os meus rendimentos daqueles anos.
Pode parecer incompreensível, mas para mim a década espanhola foi uma década perdida financeiramente, e não porque trabalhei pouco, como todos sabem. Dei 120 shows em 90 cidades diferentes. Como pode uma pessoa que dá 120 concertos perder dinheiro? Parece estranho, eu sei, mas hoje o meu património consiste no que ganhei antes de chegar a Espanha e no que ganhei depois de sair. Tudo o que ganhei nesses anos foi para o Estado espanhol.
Quando em 2015 decidi viver na Espanha em regime de expatriamento, a Agência Tributária admitiu que durante os 10 anos anteriores não tinha sido residente e, logo a seguir, tentou me cobrar por esses anos. O que parecia uma forma educada de formalizar minha situação se transformou em uma armadilha. No caso de 2011, a estratégia é particularmente escandalosa porque só passei 73 dias na Espanha, quando o mínimo estabelecido por lei para ser residente fiscal é de 183 dias. Uma pessoa que passa seu tempo em turnê pelo mundo não pode ter a intenção de residir fiscalmente em um local só porque ali mora a pessoa com quem se relaciona atualmente. Seria o mesmo que pensar que uma turista que passa por Ibiza de férias tem que se tornar residente fiscal só porque teve um romance local.
Alguns podem se perguntar por que me preocupo em fazer essas declarações agora. A primeira razão são meus filhos. Tivemos que viver uma época marcada por um tom de arrogância do Estado, mas dominar não é o mesmo que ter razão. Assustar não é o mesmo que convencer as pessoas. Se querem que acreditemos nas instituições, deveriam convencer-nos de que as instituições acreditam em nós. As coisas não se resolvem queimando uma figura pública na fogueira todos os anos, como se fosse um processo da Inquisição para recuperar o prestígio perdido.
Quero deixar aos meus filhos o legado de uma mulher que explicou seus motivos com calma e no seu tempo, quando considerou necessário, e não quando foi obrigada a fazê-lo. Preciso que eles saibam que tomei as decisões que tomei para protegê-los, para estar ao lado deles e seguir em frente com minha vida. Não por covardia ou culpa. Quero que compreendam que o meu amor pela Espanha e pelos meus queridos amigos e familiares espanhóis ainda perdura, mas nem tudo é igual. Às vezes, o compromisso com a verdade é mais importante do que o próprio conforto. Se naquele momento tomei a decisão de fazer um acordo pelos meus filhos, neste momento tomo a decisão de falar, porque é o que a minha consciência me pede.
A segunda razão é a necessidade de escrever minha própria história. Meu querido amigo Gabriel García Márquez, de quem tenho tantas saudades, intitulou suas memórias “Viva para contá-lo”. A literatura era tão importante para ele que ele pensava que viveria para contar a história. Pois bem, da mesma forma eu “conto para viver”, para poder recuperar a minha vida, para que ninguém escreva a minha história por mim. Assim como nas minhas músicas, canto para voltar a viver em paz, para virar a página.
Às vezes, uma música rende muitos prêmios e celebrações, mas essas não são necessariamente as músicas mais amadas. As mais amadas são aquelas que nos ajudam a construir, aquelas a quem recorremos secretamente quando queremos nos lembrar de quem somos e também aquelas que usamos para dar a conhecer aos outros. Pois bem, neste pequeno artigo há mais verdade sobre mim do que em tudo o que foi publicado em 2023. Os funcionários da Agência Tributária que me julgaram podem não ficar muito felizes em lê-lo, mas, francamente, pouco me importa. Eu não escrevi para eles.
Sua via crucis judicial entre 2018 e 2024: um acordo e outro caso arquivado
Em janeiro de 2018, a Agência Tributária denunciou Shakira por crime fiscal ao considerar que entre 2012 e 2014 a cantora colombiana residiu na Espanha e, portanto, teve de pagar aqui impostos pela maior parte dos seus rendimentos gerados em todo o mundo. O Tesouro alegou que nesses quatro anos deveria ter pago imposto sobre o rendimento das pessoas físicas, o que resultou na acusação de fraude de 14,5 milhões de euros. Em 2023, a artista decidiu admitir o crime perante o juiz e aceitou o pagamento de uma multa superior a sete milhões de euros. Em maio deste ano, um juiz abriu outro processo contra Shakira por fraude ao Tesouro em 6,6 milhões de euros em 2018. A segunda investigação sobre a cantora na Espanha, aberta em julho de 2023, foi encerrada por falta de provas. Além disso, ela tem outro caso pendente de sentença de 2011.
Para ler o texto original na íntegra em espanhol, clique aqui.
Levi Tavares – Ser um fã de longa data é uma daquelas coisas que a gente gosta de exibir com afinco e tem lá suas vantagens. Você conhece bem o seu artista, suas virtudes, sua lógica de trabalho, metodologia e, muitas das vezes, sabe o que esperar dele. Mas esse papel de fã veterano também carrega um perigo oculto que eu vou chamar aqui de “síndrome do especialista”. Hoje o fã veterano acha que sabe o que é melhor pro seu artista, mais do que ele próprio. O fã quer assumir o papel de manager, analista de marketing, produtor musical, social media e assim por diante. Esse é um fenômeno relativamente novo, que nasceu junto com a era do streaming e como consequência do avanço das redes sociais, que de uma só vez, deu voz a todo mundo.
Hoje pela manhã eu estava navegando por uma dessas rede sociais e me deparei com uma notícia sobre os fãs da banda americana “Paramore”. A nota dizia algo a respeito dos fãs mais velhos da banda não gostarem dela estar abrindo os shows da turnê da Taylor Swift, reclamando inclusive dos fãs novos que estavam chegando a partir daí. A banda precisou trancar os comentários devido a enxurrada de críticas que partiam dos próprios fãs. Isso me fez refletir que com a Shakira se passa o mesmo, mas em outro contexto. E, de uma maneira geral, deve atingir todo artista que começou sua carreira antes da era do streaming e até alguns mais “novatos”.
Eu sei que essas críticas sobre um detalhe específico da carreira do artista são feitos com as melhores das intenções. A gente quer o melhor para aquela pessoa que a gente idolatra e vem acompanhando por uma vida toda. Mas o perigo mora nos detalhes. Invocando a tal síndrome do especialista, a gente acha que sabe o que é melhor pro nosso artista favorito. O tipo de música que deve lançar, quando lançar, com quem lançar, qual a estratégia de marketing deveria adotar, plano de mídia e gerenciamento da rede social. Mas sinto informar: A GENTE NÃO SABE!
Com a Shakira se passam algumas coisas que merecem a atenção aqui. Uma delas são suas parcerias musicais com as estrelas da nova geração da música latina. Nos últimos anos, a colombiana tem gravado com artistas como Maluma, Prince Royce, Karol G, Ozuna e Manuel Turizo. Os fãs mais antigos da colombiana, toda vez que ela anuncia uma parceria desse tipo, vem em peso às redes reclamar e soltar críticas mordazes sobre o tema. A gravadora encarna a figura de vilã, pela sua estratégia conhecida de usar a Shakira, uma artista global consolidada, para ajudar a divulgar as estrelas da casa. Não são poucos os comentários do tipo “a Sony está acabando com a carreira da Shakira”, “Shakira virou estepe pra carreira de fulano” e coisas do gênero. Não estou dizendo que as críticas não são válidas. Mas talvez a gente não se dê conta que a forma como escolhemos externalizar nossas inquietações tem repercussão negativa na carreira da nossa favorita.
A Shakira não é uma deusa do Olimpo! O fato dela ter se tornado a maior artista latina de todos os tempos até o momento não a torna uma figura intocável e inacessível, que só deve se misturar com seus pares, os outros deuses e semideuses do Olimpo. A maioria das críticas que leio quando o assunto são as suas colaborações, é que a Shakira deveria gravar com artistas do seu peso e importância como Beyoncé, Rihanna, Britney Spears, Taylor e Coldplay e não com “Ozunas” da vida. Esse tipo de crítica tem pelo menos dois problemas e nenhum deles é a minha ou a sua predileção por artista consagrados. O primeiro e, talvez o mais óbvio, é o elitismo oculto nesse tipo de afirmação. Artistas do reggaeton e da música urbana são historicamente marginalizados. Esses gêneros musicais passaram ao mainstream da música latina há relativamente muito pouco tempo. Achar que Shakira é boa demais pra gravar com esses artistas é sintoma de um preconceito artístico com cantores de ritmos outrora marginalizados. Há muita qualidade artística no som do Rauw Alejandro, Anuel AA e Fuerza Regida. Não tem nenhum problema minha predileção pelo pop tradicional ou querer que Shakira grave uma colaboração com a Lady Gaga. O problema está quando eu começo a postar críticas ferrenhas ao artista X ou Y que ela decidiu colaborar e o reflexo que essas “reclamações” tem na própria Shakira. A colombiana passou incólume por muitos anos da carreira ao fenômeno dos haters. A gente sempre se orgulhava e batia no peito que absolutamente todo mundo gostava dela. Era um pecado capital falar mal da Shakira, ela realmente era amada por todas. Mas de uns tempos pra cá isso mudou um pouco e boa parte por conta dos fãs que vão às redes brigar com fãs de outros artistas por causa justamente dessas críticas. Nossas palavras têm peso.
O segundo problema esbarra novamente na tal síndrome do especialista. Como fãs veteranos a gente acha que sabe o que é melhor pra carreira da Shakira e pra gente essas colaborações não são o sinônimo de melhor. A questão é que no fundo a gente não sabe como o mercado funciona e muitos de nós ainda estamos com a cabeça lá na era dos discos físicos. Mas se a gente tomar um pouco de tempo para prestar atenção não vai demorar a se dar conta de que essas parcerias têm sido estratégicas ao longo dos últimos anos. O modo como as pessoas consomem música hoje mudou e a forma de manter seu trabalho artístico economicamente viável mudou junto. Segundo a IFPI, órgão máximo da indústria fonográfica global, os jovens entre 15-24 anos são os que mais passam tempo ouvindo música através das plataformas de streaming. Renovar público e alcançar esses jovens foi essencial para uma transição bem-sucedida da Shakira pra era do streaming. A colombiana não é só uma artista de legado como muitos dos seus colegas contemporâneos viraram. Ela continua competindo comercialmente com os astros da nova geração. E no contexto atual do mercado fonográfico, boa parte desse sucesso é pela estratégia de simbiose da gravadora de promover seus novos astros ao mesmo tempo que renova e jovializa o público da artista mais importante do selo.
Como fãs veteranos precisamos entender qual o nosso verdadeiro papel nessa nova selva, cheia de predadores prontos para dar o bote. Nós somos fãs, não somos produtores musicais, gerentes de turnê ou analistas de marketing musical. Isso não significa que não podemos falar sobre algo que nos incomoda ou que nos pareça errado. Mas é preciso estar atento ao fato de agora nós também termos uma audiência e isso impacta na imagem do artista que supostamente defendemos. A era do streaming matou um pouco o prazer de ouvir música pela música. Nós fãs nos tornamos os críticos mais mordazes dos nossos próprios artistas, na maioria das vezes, impelidos por posições em charts, números de plays no Spotify e views no Youtube. Se a música não foi bem, ela não presta, ainda que seja uma canção que tenhamos gostado bastante. E esse fenômeno da síndrome do especialista vem dessa nova realidade da era do streaming que deixou os fãs sedentos por charts para uma briga de egos nas redes sociais. Não é pecado querer que meu artista favorito alcance o #1 lugar, mas isso não deve tirar o prazer de ouvir música e nos colocar em papeis aos quais não pertencemos.
Acho que já passou da hora de pararmos de pedir a cabeça da manager ou do social media porque pensamos que eles fazem mal o seu trabalho, quando sequer sabemos o que eles realmente fazem. Já passou da hora de parar de irmos pra rede social pedir que ela mude de gravadora porque o álbum novo supostamente veio com 8 músicas inéditas e repleto de colaborações com artistas que não achamos ser dignos. A Shakira não é uma deusa do Olimpo e nós não somos os filósofos gregos que julgavam saber como todas as engrenagens do mundo funcionam. Então, faço um convite: na próxima vez que Shakira lançar uma colaboração, seja com Ozuna, seja com Ed Sheeran, vamos apreciar o quão bem a Shakira sabe fazer música independente dos meandros que ela precisar cruzar para desaguar no mar e seguir seu caminho para posteridade.
O Video Music Awards, premiação na qual Shakira foi homenageada em 2023, divulgou os indicados ao prêmio de 2024 e a diva não ficou de fora! A cantora está concorrendo na categoria “Best Latin” com a música “Puntería”, sua parceria com a rapper Cardi B. A faixa é o primeiro e principal single do novo álbum da loba, o “Las Mujeres Ya No Lloran” que foi lançado em março desse ano.
A canção pop conta com letras ousadas, e Shakira une forças com Cardi B, a rapper mais irreverente do mercado. O clipe de “Puntería”, que foi lançado juntamente com o álbum, traz em seu enredo um universo dominado por amazonas arqueiras representadas pelas duas cantoras, e ainda conta com a participação do ator britânico Lucien Leon Laviscount, famoso por atuar na série “Emily em Paris”.
O VMA é uma premiação da MTV com foco nos clipes do ano, e conta com voto popular para definir os vencedores. A categoria “Best Latin” é um reconhecimento para as contribuições excepcionais à música latina. Shakira e Cardi B, ambas ícones em suas respectivas carreiras, mostram como a música latina pode transcender fronteiras e unir culturas. A premiação acontecerá no dia 11 de setembro nos Estados Unidos. As votações já estão abertas no site oficial do VMA. Clique aqui para votar em “Puntería” como “Best Latin”!