Há algum tempo tivemos a ideia de entrevistar algumas pessoas que trabalharam ou que trabalham com a Shakira. Então começamos com o ator e apresentador David Moreno (leia aqui), que atuou e dançou com ela em seu mais recente clipe: Rabiosa.
Desta vez decidimos ir um pouco mais além, resolvemos tentar uma entrevista com alguém ainda mais próximo da cantora, o baterista e amigo Brendan Buckley.
Brendan foi muito gentil e atencioso conosco e respondeu prontamente dizendo que toparia nos dar essa entrevista exclusiva e que adoraria falar um pouco sobre sua vida, carreira e passagens pelo Brasil. Nós decidimos então há alguns dias deixar uma nota em destaque no site para que os fãs fizessem suas perguntas, pois iriamos selecionar algumas para usar na entrevista.
Confira abaixo, na integra, nossa entrevista exclusiva com Brendan Buckley, o baterista da Shakira, que estará no Brasil no próximo dia 30 para se apresentar com ela no palco mundo do festival Rock In Rio.
1 – Você começou sua carreira musical quando aprendeu seu primeiro instrumento ou decidiu seguir este caminho mais tarde? ( Fabiane Smiderle – @fabismid)
Minha carreira musical cresceu num passo gradual. A principio, tocar bateria era apenas um hobby para mim, assim como praticar esportes, andar de skate e etc. Gostava de tocar umas batidas na minha bateria e me divertia com meus amigos montando bandas e fazendo jams. Porém, meu professor de bateria no ensino médio, Tommy Igoe, se tornou meu exemplo, e me mostrou que tocar bateria também poderia ser uma carreira profissional a ser seguida. Na faculdade, frequentei um conservatório musical na Universidade de Miami. Ao longo de todos estes anos, estudava musica durante o dia e tocava em pequenos shows à noite. Minha carreira profissional surgiu a partir disto.
2 – Além de trabalhar com Shakira, você também colaborou com muitos outros artistas e bandas. Qual deles você mais gostou? (Edimar Centeno)
O Damien Rice tem uma abordagem muito orgânica e artística de fazer música. Durante sua turnê, os membros da banda no palco ouviam uns aos outros de forma intensa e reagiam a isso improvisando. Tocávamos as mesmas músicas de forma diferente toda noite, o que era tanto animador quanto desafiador.
O Beto Cuevas tem uma energia positiva contagiante. Ele dá 100% de si em cada show, e seus shows são como aulas de ginástica. Elsten Torres é um dos meus melhores amigos, então nos sentimos muito confortáveis juntos no palco. Muitas risadas. Há muitos outros artistas e bandas com quem já toquei. Ozomatli, Leehom Wang, Melissa Ethridge, Nil Lara. Poderia ir em frente. Me sinto abençoado.
3 – Há algum artistas com o qual você ainda não colaborou com quem gostaria de trabalhar?
Sim, adoraria tocar com o Depeche Mode… ou Trent Reznor do Nine Inch Nails.
4 – O que você sabe sobre o Brasil? E qual sua melhor memória das vezes em que esteve aqui?
Enquanto estudava música em Miami, me tornei amigo de muitos musicistas brasileiros. Primeiro, aprendi sobre o samba. Depois, sobre todos os grandes artistas brasileiros, cantores dos anos 50, 60, 70, 80 e até os dias atuais. Depois, aprendi sobre futebol e comida! Estive no Brasil muitas vezes desde 1997 e visitei cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Maceió, Natal, Porto Alegre, Recife, Belém. Estava no Rio quando o Brasil venceu a Copa de 2002, fiz aula de Jiu Jitsu com o faixa preta Ricardo Bettancourt em Brasília e participei de algumas jams em São Paulo.O Brasil é um país maravilhoso com muita riqueza cultural. E as pessoas são divertidas!