Confira a entrevista traduzida de Shakira para o programa ’60 Minutes’ da CBS

No último domingo (05) foi ao ar a entrevista de Shakira para o programa 60 Minutes, uma revista eletrônica dominical da CBS, rede de televisão dos EUA.

Lançada na esteira de sua performance no Super Bowl no mês que vem, a matéria foi produzida durante os preparativos da performance de Shakira no encerramento da Copa Davis, no mês passado. O Shakira Brasil traduziu toda a entrevista, conduzida pelo jornalista Bill Whitaker, que você confere a seguir:

Bill Whitaker: Olhando daqui parece que você esta se divertindo no palco. Está?

Shakira: Ah, sim. Me divirto muito no palco. Sinto como se estivesse no meu território.

BW: Você sente a música?

S: Eu ouço a música através do meu corpo. Mesmo quando estou fazendo a mixagem no estúdio de gravação, se eu não me mexo, tem algo errado. Eu digo: “você está vendo eles se mexendo? Meus quadris estão se mexendo? Meus quadris não mentem! (Risos)

BW: Muito de seus movimentos de dança são muito provocadores…

S: É o que minha mãe diz (risos)! Você parece ela falando!(risos) É o modo como eles vêm…

BW: Então você só os sente assim e é como acontece?

S: É o jeito como eu me mexo, baby!

No encalço dos preparativos da performance para a final da Copa Davis, Shakira também falou sobre seus perfeccionismo:

S: Posso ser muito dura comigo mesmo, querendo que tudo seja 100% perfeito. Eu sei que perfeição não existe, mas esta é uma lição que não aprendi bem ainda. Se fosse por mim, não estaria comemorando nenhuma das minhas performances, na verdade.

BW: Nenhuma?

S: Nenhuma! Sempre há alguma coisa que eu gostaria que tivesse sido feita de outra maneira e que eu poderia ter feito melhor.

BW: O que criar música faz em você?

S: Às vezes me economiza uma ida ao psicólogo (risos)

BW: É catártico?

S: Sim, catártico. É um veiculo terapêutico através do qual posso expressar meus pensamentos, minhas inquietudes. Às vezes estou inquieta e não sei o que é, na maioria das vezes o que preciso é um pedaço de papel e uma caneta ou meu computador e começar a escrever. Ser capaz de colocar música naquelas palavras é uma coisa muito linda.

Em outro momento, o entrevistador aborda a ascendência de Shakira e como isto impacta seu trabalho:

S: Eu tenho um pouco de tudo no meu sangue!

BW: Você mistura todos estes elementos com sua dança e os sons da sua música?

S: Sabe, quando eu era criança eu queria ser antropóloga. Quem sabe de alguma maneira eu não esteja sendo uma através da minha música?

É neste contexto que a entrevista se encaminha para falar sobre o hino ‘Waka Waka’ e suas óbvias repercussões na vida de Shakira:

S: Há músicas que fazem você se sentir como um cachorro perseguindo o próprio rabo. Você nunca consegue entendê-las. E tem outras que vêm tão fácil, como ‘Waka Waka’, por exemplo.

BW: Ela veio pra você fácil?

S: A música e a letra vieram para mim ao mesmo tempo. “You’re a good soldier/choosing your battles/pick yourself up and dust yourself off/ back in the saddle” e eu estava tipo “preciso de papel e caneta. Papel e caneta, alguém!”

Gerard Piqué também aparece brevemente, comentando o modo como os dois se conheceram e sua participação no clipe da canção:

Gerard: Para mim foi muito chocante. Eu tinha que dançar…

S:(risos) isso não é dançar! [fazendo o sinal de um quadrado com os dedos]

G: Não, eu tinha que fazer alguns movimentos

BW: Os movimentos do waka waka?

G: Pra mim era ridículo!

S: Eu não era uma fã de futebol então não sabia quem ele era. Mas quando vi o vídeo pensei ‘Hm, aquele ali é bonitinho” (risos) E então alguém nos apresentou.

BW: Para todos os efeitos, vocês dois são casados. 

S: Não somos casados. Para dizer a verdade, casamento me assusta. Não quero que ele me veja como a esposa. Prefiro que ele me veja como a namorada.

G: A namorada.

S: Exatamente. A namorada, a amante. É meio que o fruto proibido, sabe? (risos) Quero que ele pense que tudo é possível dependendo do comportamento. (risos)

A entrevista então toma novos rumos, conforme Whitaker fala sobre a ascenção de Shakira ao sucesso:

BW: O que te fez acreditar que você poderia dar certo nos Estados Unidos?

S: Destino, talvez? Eu não tinha nenhuma dúvida. Tinha uma visão do que aconteceria comigo desde muito jovem. 

BW: Qual foi o impacto disto em você?

S: Ah, um tremendo impacto. Era muito importante para mim reivindicar a situação financeira e o status social da minha família. A um ponto que isso se tornou uma obsessão para mim – uma obsessão saudável, eu diria – dar certo na vida, tirar meu pai e minha mãe daquela situação precária. Acho que eu não seria a mesma pessoa se meu pai não tivesse tido aquelas complicações financeiras.

A entrevista então salta para falar sobre o trabalho filantrópico de Shakira e sua Fundação Pies Descalzos:

BW: Por que você fez isso [criar a fundação]? Você própria era uma criança…

S: Eu própria era uma criança. Cresci com a realidade de que muitas crianças da minha idade, ao invés de irem para a escola, estavam dormindo descalças no parque. Sempre tive a convicção de que meu propósito na vida não era.. rebolar infinitamente, sabe? (risos). Tem que haver mais do que isso, sabe? Minha carreira musical tem servido como um veículo para trabalhar em prol das crianças, que é o projeto da minha vida.

Conforme a entrevista se aproxima do fim, Shakira apresenta a Whitaker a nova música em que está trabalhando, mas ela deixa claro que ainda não está satisfeita:

S: Há algo na frequência do baixo que está me incomodando um pouco. Estava pensando nisso enquanto ouvíamos.

Nos momentos finais, Shakira fala sobre o SuperBowl:

S: Você vai me ver em todo o meu esplendor, o que quer dizer que vou estar muito estressada (risos). Eu sei que isso [ o Super Bowl] estava na minha lista de coisas a fazer, então dia 3 de fevereiro vou poder marcar “feito”.

BW: Você disse que gosta que sua música diga alguma coisa. . Qual seria a mensagem que você vai enviar com sua performance no Super Bowl?

S: Acho que a mensagem vai ser “Veja, sou uma mulher, sou latina. Não foi fácil chegar aonde estou. E estar no Super Bowl é a prova de que qualquer coisa é possível. Que os sonhos de uma garotinha de Barranquilla, Colômbia, eram de verdade e eu vou estar lá, dando tudo de mim.

Para assistir a entrevista original, completa, em inglês, clique aqui.

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