Shakira concede entrevista a revista de esportes espanhola

Com certeza você já viu por aqui algumas fotos de Shakira jogando tênis em Barcelona. Então, nós descobrimos que ela joga no Bona Sport Club, que é um clube desportivo completo. Ele conta com diversas quadras de vários esportes, uma academia com aparelhos de alta tecnologia, áreas de lazer, piscinas, restaurante, área infantil e tudo com um alto nível de sofisticação e bom gosto.

O clube é tão chique que possui até sua própria revista e Shakira que já é sócia há um bom tempo é a capa da última edição que vem acompanhada de uma breve entrevista.

Revista Bonasport

Que lembranças você tem do início de sua carreira musical?

No inicio quando eu comecei não haviam redes sociais para ajudar a espalhar a voz ou ir criando uma presença com os fãs, e eu tinha que trabalhar dia e noite divulgando meus discos e convencendo as rádios para que tocassem minhas canções começando do zero em cada país. Viajei por toda a América Latina emissora por emissora. Acredito que uma vez cheguei até a visitar três países em um só dia! Agora ao menos o mais difícil é continuar evoluindo e buscando novos rumos, não me repetir. O mais satisfatório foi poder ganhar a vida fazendo o que mais amo.

Qual é o segredo do seu sucesso?

A perseverança. Não se pode ter sucesso sem perseverança. É o ingrediente mais importante da receita, nunca baixar os braços.

Você é uma das personalidades mais seguidas nas redes sociais. Isso é uma pressão para você?

Não, pelo contrário, é uma maneira muito linda para mim de me conectar com meus fãs e aproveitar desse imediatismo da comunicação. Me deixa ter um diálogo direto com eles, que é algo que acredito que todo artista quer mas que antes se limitava aos palcos quando se estava cantando ao vivo.

Já faz um tempo que você vive em Barcelona, como você recebeu a cidade?

Barcelona é uma cidade tão agradável para se viver! A qualidade de vida é muito boa e tem muita cultura, muita arte. Não é difícil convencer aos amigos e a família que venham me visitar.

É fácil combinar a vida de casados de “uma cantora e um jogador de futebol” de sucesso?

Hahaha Em termos de agenda sim! Mas já encontramos o ritmo e para nós funciona muito bem, porque sempre priorizamos a família acima de qualquer outra coisa, assim nunca há discordância neste aspecto.

A maternidade te mudou?

Mudaram as prioridades. Me vejo mais disciplinada com meu tempo agora já que não sou a única que precisa dispor dele. Já não posso ensaiar até as quatro da manhã, ou estar no estúdio do amanhecer ao entardecer, porque meus filhos só crescerão uma vez e quero presenciar a infância deles o máximo que possa.

Se um filho quiser ser cantor, que conselhos você daria?

Creio que é importante deixar que nossos filhos descubram seus talentos , decidir se querem cantar ou ser astronauta, ou se focar em outra coisa. Meus pais me deram apoio incondicional e se não fosse por eles não haveria chegado onde estou agora.

Como surgiu a iniciativa de funda a “Pies Descalzos”?

Quando era menina eu estudava em uma escola que nos incutiram a importância do serviço aos demais, e essa valor, junto com o fato que vi muitas injustiças ao meu redor que não podia aceitar, me levaram a conclusão que não queria esperar que os outros assumissem a responsabilidade destes problemas quando eu também tinha a vontade, as ferramentas, e graças a minha carreira a voz para ajudar. Me enfoquei na educação com “Pies Descalzos” porque já de jovem para mim foi mais claro que era a chave para romper com o ciclo de pobreza e assim nos garantir um futuro com menos desigualdade, e nos cuidando mais e mais saudáveis.

Em que te contribui o Club Bonasport?

Começar meu dia com exercício me dá tanta energia, como a paz enfrentar os desafios diários com mais vontade. O esporte sobretudo, desde que me transformei em mãe, cheguou a ser um componente muito importante para a saúde física e também para a o bem estar mental, desta maneira quase nunca falto a minhas seções de tênis de manhã

Novo disco em breve?

Acabo de lançar uma canção (La Bicicleta) com Carlos Vives, que é um cantor, amigo e compatriota colombiano que conheço desde muitos anos e que tenho um respeito enorme como artista, mas com ele ainda não havia tido a oportunidade para trabalhar juntos. É um vallenato/reggaeton, e nos divertimos muito no processo de criá-la, tanto quanto durante a filmagem do clipe na Colômbia. Acredito que a fusão que tem os sons de distintas dá um toque universal que pode fazer com que todas as partes gostem!