Shakira se manifesta sobre crise na Colômbia

Dura repressão e morte de manifestantes na Colômbia gera clamor popular no mundo todo e Shakira é taxativa: “As balas jamais poderão silenciar a voz de quem sofre”

A cantora colombiana Shakira usou suas redes sociais hoje (04) para fazer um apelo ao governo de seu país natal. De forma taxativa ela pediu aos líderes do país que tomem medidas urgentes e parem com a violação de direitos humanos. O apelo da cantora se somou ao de diversas personalidades colombianas e estrangeiras, como J Balvin, Maluma, Natti Natasha e Justin Bieber. O discurso surge após forte repressão por parte das forças de segurança locais diante de protestos da população ao projeto de reforma tributária do governo. Segundo a imprensa, 19 pessoas morreram e mais de 800 ficaram feridas nos protestos que tomaram a Colômbia nos últimos dias.

Sem meias palavras e eufemismos, Shakira pediu que o direito à vida e à liberdade de expressão sejam respeitados acima de qualquer interesse político. “É inaceitável que uma mãe perca seu único filho para a brutalidade. E que outras 18 pessoas percam suas vidas em um protesto pacífico. As balas jamais poderão silenciar a voz de quem sofre. E é imprescindível que não sejamos surdos diante do clamor dos nossos. Peço ao governo do meu país que tome medidas urgentes, PARE JÁ com a violação dos direitos humanos, restitua o valor da vida humana acima de qualquer interesse político”, escreveu a artista.

Por dentro da crise
O manifesto de Shakira se deu por conta da brutalidade policial que ceifou 19 vidas no seu país durante uma onda de protestos, que já duram seis dias. O governo do presidente Iván Duque enviou ao Congresso, no último dia 15 de abril uma proposta de reforma tributária que aumentaria os impostos sobre bens e serviços para custear os gastos públicos. Impactando diretamente a classe média, a proposta foi alvo de duras críticas e levou a população às ruas. Os manifestantes tomaram as ruas das principais cidades do país e o governo acabou enviando militares para monitorar e reprimir os protestos. De acordo com a Defensoria do Povo, 18 civis e um policial acabaram mortos. A ONU condenou o uso excessivo e desproporcional de força. O governo recuou e desistiu dos termos atuais da proposta de reforma tributária e o Ministro da Economia renunciou ao cargo.

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