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Dance Midnight by Shakira

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É meia noite, o momento perfeito para desinibir, dançar e liberar todas as paixões. Prepare-se para descobrir o perfume Dance Midnight by Shakira.

Perfume floral gourmand

NOTAS DE SAÍDA
Em contraste com estes lados noturnos, uma nota de saída cítrica se mistura com a groselha preta e o frescor verde da pêra.

NOTAS DO CORAÇÃO
Um bouquet floral de tuberosa e sambac de jasmim impregnado de alcaçuz para realçar o mistério no coração do perfume.

NOTAS DE FUNDO
O cacau e a baunilha trazem personalidade e um perfume mais duradouro na pele.

Compre já o seu!

Shakira: “Sou feminista e acredito que devemos avançar mais rápido com a igualdade de direitos”

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Cumprindo uma agenda de compromissos voltados ao lançamento de sua mais nova fragrância, Dance Midnight, a cantora colombiana falou com diversos meios de comunicação durante os últimos meses de 2020. Em recente entrevista divulgada pela revista Marie Claire, ela soltou o verbo e falou sobre temas como a pandemia, feminismo, política e maternidade.

Confira a entrevista completa traduzida pela equipe do Shakira Brasil.

Shakira dança como poucas, canta e entretém seus milhões de fãs em todo o mundo. Mas além disso, busca concientizar, se compromete com causas sociais e sempre que pode usa sua voz para dizer muito mais do que se espera dela. E como se tudo isso fosse pouco, a superestrela e mãe de Sasha e Milan ainda tem uma bem sucedida linha de fragrâncias. “Meus perfumes geralmente condizem com meus momentos musicais. Dance Midnight explica minha conexão com a música desde meu início, que foi através da dança. Antes de descobrir minha própria voz e minha capacidade como compositora, descobri a dança, que é algo muito mais primário e menos intelectual”, diz ela, direto de Barcelona.

  • – Quando te propuseram lançar uma fragrância pela primeira vez, lhe pareceu uma loucura ou uma ideia genial?
    – Me pareceu um projeto que fazia sentido para mim porque sempre fui uma pessoa muito olfativa. Sou como um roedor, posso sentir um cheiro à distância (risos). Sempre gostei das fragrâncias, mas não conseguia uma com a qual me sentisse identificada. Então, quando me deram a oportunidade de jogar e criar meu próprio perfume, foi maravilhoso.
  • Como você está vivendo este momento da pandemia?
    – Esta é uma situação de mudanças sísmicas, internas e externas. Cada um a vive de uma forma muito pessoal. Se adaptar foi imprescindível para conviver com a realidade. Neste processo, aprendemos a reorganizar as prioridades, a valorizar aqueles ao nosso redor e sentir falta dos que não estão perto.
Entrevista Shakira
  • Isso te causa medo ou angústia?
    – Tenho certo otimismo porque penso e espero que logo logo chegará a vacina. E torço para que milhões de pessoas que precisam dela possam tomá-la.
  • Desde que você começou até agora, o mundo da música mudou muito. Como você lida com esta reinvenção?
    – A música foi o veículo através do qual fui me descobrindo como pessoa e como artista. Os tempos mudam e minha música também. Não quero me repetir, nem acredito em fórmulas pré-determinadas. Tenho sido tão livre o quanto pude. Cometi erros, falhei e aprendi com eles, tentando sempre ser melhor, embora nem sempre tenha conseguido (risos).
  • De onde tira esta vontade e este otimismo que te caracterizam?
    – Não sou tão otimista sempre. Sou uma mistura estranha de mulher positiva e negativa (risos). No fim das contas, acho que há uma vozinha que me diz que as coisas vão ficar bem. Sou muito sofredora, às vezes penso que tenho que padecer para conseguir o que quero. Sem dúvidas é a culpa católica com a qual foi criada.
  • Como você enxerga o que aconteceu no mundo inteiro, especialmente na América latina com os movimentos feministas?
    – (pensa). É interessante quando falo sobre este assunto com meu filho mais velho, de 9 anos, que tem muito interesse por história. Nisso ele puxou a mim! Ele sempre quer saber o que aconteceu no passado, se interessa pelo franquismo, política, me pergunta o que é democracia… Quando falamos sobre todas as etapas na história do ocidente em que a mulher não contava com os mesmos direitos que os homens, ele fica com olhos arregalados, não consegue acreditar… É curioso ver isso a partir dos olhos de uma criança, ainda mais uma que vive no primeiro mundo. Acredito que hoje a mulher tem um lugar vital na sociedade, mas ainda há muito o que fazer, especialmente em diversos lugares do mundo.
  • Você se definiria com feminista?
    – Sim, me considero feminista. Me importa muito que as meninas desfrutem das mesmas oportunidades que e educação que os meninos, porque a desigualdade começa muito cedo, sobretudo em algumas partes do mundo onde as meninas não frequentam a escola então se torna muito difícil que superem esta desigualdade e assumam a renda de suas próprias vidas. É inacreditável que no ano 2020 ainda estejamos lutando para que metade da população possa gozar dos mesmos direitos que a outra. Precisamos progredir muito mais rápido.
  • Há pouco tempo você escreveu uma nota para a revista Time sobre a crueldade das políticas de imigração dos Estados Unidos, que nos últimos anos separaram mais de 2500 famílias nas fronteiras e que fizeram com que 545 crianças continuem sem poder estar juntos com seus pais. Por que fez isso?
    – Quis usar minha voz. Me parece uma situação injusta e absolutamente terrível. É inacreditável que isto aconteça hoje, neste século, em uma nação que é conhecida como o país da liberdade. Me alivia saber que agora pelo menos os Estados Unidos estão nas mãos de alguém mais civil e compassivo, mais decente e que ao menos se preocupa com as mudanças climáticas e tem experiência no assunto. Ele tem muitos desafios adiante e espero que possa cumpri-los com a responsabilidade apropriada. Voltando às crianças, acredito que precisam encontrar seus pais e espero que com a gestão Biden, não sejam esquecidos
  • Que outros temas te preocupam atualmente?
    -O meio ambiente é uma das minhas grandes preocupações. Me envolvi com este assunto além do meu trabalho com a educação, porque é urgente. Inclusive meus filhos me perguntam isso e me dou conta de que esta geração será a que decidirá o futuro do planeta. Por isto me juntei a uma campanha do príncipe William da Inglaterra para buscar soluções inovadoras aos desafios das mudanças climáticas até 2030 e para educar os jóvens de hoje, pois este será um dos objetivos mais importantes para eles.
  • – E quais são os seus maiores desafios?
  • – Agora mesmo meu maior desafio é manter o equilíbrio entre ser mãe, minha carreira e os diferentes projetos que tenho em movimento para o próximo ano e o seguinte. Este ano aprendi a parar e olhar as coisas de outra maneira. Acho que me serviu para dar a importância que as coisas realmente têm.
  • Quais são estes planos?
    – Estou no processo de criar música e espero poder começar a compartilhá-la durante 2021. Escrever é um processo de catarse para mim, e acredito que será um bom momento para me expressar depois deste longo ano de reflexão.

Texto: Fernando Gomez Dossena

Para ler o artigo original em espanhol, clique aqui.

“Forever”: nova música aparece em registro de Shakira na BMI

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Da Redação (atualizado em 08/12/2020 às 16:26) – Shakira se encontra atualmente trabalhando em novas músicas para o sucessor de El Dorado (2017), segundo a sua gravadora. E uma pista do que está por vir parece ter surgido esta semana. A colombiana registrou na BMI, uma associação de compositores norte-americana, uma faixa inédita. A canção se chama “Forever” e conta com um time de peso de compositores, que incluem Gloria Estefan e Tim Mitchell.

Print de tela do site da BMI, onde aparece registro da canção.

A música ainda não aparece creditada a nenhum artista e não há informações se realmente se trata de um material novo para o próximo projeto de Shakira ou se é apenas o registro de uma faixa descartada de um projeto antigo. Levando em conta os autores creditados, nossa redação levanta duas hipóteses.

A primeira que surge no radar é de que a estrela latina esteja trabalhando sim em uma nova faixa, mas aproveitou parte de um material antigo para sua nova composição. Já uma outra possibilidade seria que um outro artista esteja usando um sample de “Whenever, Wherever” (cujos autores são Shakira, Gloria Estefan e Tim Mitchell) em uma pista nova. O SBR entrou em contato com a gravadora de Shakira, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta.

Após a repercussão global da matéria, o SBR tomou conhecimento que o registro da faixa se refere a uma canção para uma outra artista. “Forever” foi publicada pela cantora Angelic Montero, como parte de sua mixtape “You Get Me”, lançada no mês passado. Como já havíamos aventado,a música contém um sample de “Whenever, Wherever”, escrita por Shakira, Gloria Estefan e Tim Mitchell, e por isso a faixa acabou aparecendo no catálogo de Shakira na associação de compositores.

Shakira e BEP lançam vídeo de Girl Like Me

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Com uma fusão de EDM, pop, batidas de funk e reggaeton, Shakira colabora com os The Black Eyed Peas (BEP) na rítmica e empolgante Girl Like Me. O vídeo oficial da faixa já se encontra disponível no canal oficial do BEP no Youtube.

Os estilos únicos de Shakira e BEP se complementam nesse clipe pejagoso, que promete fazer sucesso também no Tik Tok, a rede social queridinha do momento, famosa pelos vídeos curtos de desafios de dança.

No clipe, Shakira esbanja sensualidade, com direito a passos de dança precisos e coreografados. Ela é acompanhada por bailarinos da Géométrie Variable, uma companhia de dança francesa, que aposta nos movimentos geométricos na composição de suas coregrafias. A direção é assinada pelo norte-americano Rich Lee, que além dos Black Eyed Peas, já trabalhou com nomes como Billie Eilish, Lana Del Rey, Eminem e Maroon Five

Girl Like Me faz parte do álbum Translation, do BEP, lançado no último 19 de junho.

Shakira é a cantora latina que mais vendeu singles nos EUA em 2020

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Billboard divulga suas tradicionais listas de fim ano e Shakira aparece é destaque em 10 rankings da publicação no segmento latino

O ano de 2020 foi modesto para Shakira no quesito lançamentos. A colombiana entregou apenas um single próprio inédito, “Me Gusta”, além de uma participação na empolgante “Girl Like Me”, dos The Black Eyed Peas, cujo vídeo estreia amanhã (04). Mas isso não foi um obstáculo para que a cantora fizesse deste 2020 atípíco, um ano de sucesso com seu catálogo. Na esteira do show de intervalo do Super Bowl, ao lado de Jennifer Lopez, Shakira conseguiu o feito de ser a artista feminina com o maior número absoluto de vendas digitais nos EUA. Clássicos como Suerte (#5), Waka Waka (#9) e Loba (#36) impulsionaram as vendas da estrela, ao lado da novata “Me Gusta” (#20). Esses são os dados da Latin Digital Songs Sales (Year End Charts 2020), que mede o desempenho das canções latinas nas plataformas digitais de download, como a loja do iTunes, durante todo o ano.

A Billboard publicou hoje (03) suas tradicionais listas de fim de ano, com os artistas e canções que tiveram o melhor desempenho em seus charts semanais. Shakira é destaque não apenas em vendas digitais de singles, mas também aparece nas listas de streaming e álbuns. A cantora foi a 5ª artista feminina com o melhor resultado em 2020, considerando vendas físicas, digitais, streamings e transmissões de rádios de singles e álbuns na Terra do Tio Sam. No rannking geral, que considera artistas masculinos e bandas, ela aparece na 34ª colocação.

Seu single “Me Gusta”, aparece em destaque como a 33ª melhor música latina do ano (Hot latin Songs), o principal chart da publicação dedicado à música latina. Entre as músicas mais tocadas nas rádios (Latin Airplay Songs), a faixa sobe para a posição #12. Quando consideradas apenas as rádios pop (Latin Pop Airplay Songs), a música cai para a 17ª colocação.

Mesmo sem lançar nenhum álbum desde 2017, a colombiana conseguiu colocar dois dos seus discos nas paradas de álbuns deste 2020. El Dorado (2017) foi o 4º álbum de pop latino do ano (Top Latin Pop Albums) e o 46º no geral do segmento latino. Sale el Sol, lançado há uma década, ainda se mantem no gosto do público latino norte-americano e aparece na posição #7 no ranking dos discos de pop latino e na #75 no gráfico geral. Esses números renderam á Shakira o 2º lugar na tabela de Artistas de Álbum Pop, perdendo apenas para Selena.

Confira todas as posições de Shakira no Year End Charts 2020 da Billboard, para conferir o ranking completo, clique aqui.

  1. Top Artists: #34 Shakira
  2. Top Artists Female: #5 Shakira
  3. Hot Latin Songs: #33 Me Gusta
  4. Hot Latin Airplay Songs: #12 Me Gusta
  5. Latin Digital Song Sales Artists: #4 Shakira
  6. Latin Digital Song Sales: #5 Suerte (Whenever, Wherever), #9 Waka Waka, #20 Me Gusta #36 Loba
  7. Top Latin Albums: #46 Eldorado, #75 Sale el Sol
  8. Latin Pop Album Artists: #2 Shakira
  9. Latin Pop Albums : #4 ElDorado, #7 Sale el Sol
  10. Latin Pop Airplay Songs: #17 Me Gusta

Artistas Feminas Que Mais Venderam Singles:

#1 – Shakira
#2 – Karol G
#3 – Natti Natasha
#4 – Rosalia
#5 – Anitta
#6 – JLo

Shakira estreia clipe de Girl Like Me nesta sexta-feira (04)

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A espera acabou! Shakira utilizou suas redes sociais hoje (02) para fazer o tão aguardado anúncio para seus fãs. O vídeo clipe da faixa “Girl Like Me” vai ser lançado na próxima sexta-feira (04), no YouTube e outras plataformas de vídeo streaming.

A canção faz parte do álbum do The Black Eyed Peas (BEP), Translation, e apresenta uma mistura de EDM, reggaeton e batidas de funk. Com produção de Will.I.am e co-produção de Shakira e Johnny Goldstein, “Girl Like Me” foi originalmente composta em 2008, quando a colombiana preparava o lançamento de seu álbum com vertente eletropop “She Wolf”. A música acabou sendo descartada do projeto final do álbum e foi resgatada pelos músicos este ano, recebendo uma roupagem mais atual.

“Girl Like Me” tem direção de Rich Lee, que além dos BEP, já trabalhou com Billie Eilish, Maroon 5, Eminem, Lana del Rey e Michael Bublé. Ainda não há mais detalhes sobre a produção e roteiro do vídeo. Os artistas têm guardado o material a sete chaves, alimentando ainda mais a expectativa dos fãs, que aguardam pelo lançamento desde a estreia da faixa, em 19 de junho.

As Rosalias e Natalias de hoje e o pioneirismo de Shakira no Grammy Latino dominado por homens

Mais de uma década depois de Shakira ter sido a primeira mulher a ganhar a principal categoria do Grammy Latino, apenas outras duas mulheres levaram o gramofone de ‘Album Of The Year’ em 20 anos de premiação

Levi Tavares – Na última quinta-feira (19), a cantora mexicana Natalia Laforcaude conquistou uma vitória que deve ter sido simbólica para todas as artistas femininas da música latina. Ela levou para casa o Grammy Latino de “Álbum do Ano”, a categoria mais importante da premiação. Chama a atenção, que em 20 anos de história da edição do Grammy exclusiva para essa comunidade, ela é apenas a terceira mulher a vencer a categoria principal. Antes dela, apenas Rosalia e Shakira haviam tido, segundo a Academia, o melhor álbum lançado no ano. Uma desproporção gritante: 18 prêmios concedidos a homens x 3 prêmios concedidos a mulheres. Olhando para essa desproporcionalidade é inevitável levantar a questão da desigualdade de gênero no evento mais importante da música latina. O SBR se debruçou sobre os números do evento e na Reportagem Especial da Semana joga luz sobre o abismo entre homens e mulheres na mais prestigiada noite anual de música da comunidade latina.

A cantora Natalia Laforcade

Nossa reportagem analisou todos os vencedores da 21° edição do Grammy Latino e os vencedores das quatro categorias principais de todos as edições anteriores do prêmio. Não restam dúvidas de que os homens dominam os Grammys Latinos. Apesar de ser um avanço o fato de Natália e Rosália terem levado o prêmio mais importante da cerimônia nos últimos dois anos, a edição 2020 da celebração continua a demonstrar tendências de privilégios aos homens. Das 50 categorias premiadas este ano, apenas 16 foram vencidas por mulheres, sendo que em cinco delas o prêmio foi compartilhado com um homem. É uma proporção de 68% dos gramofones indo para os homens e apenas 32% para as mulheres. Nas categorias de maior proeminência, que celebram os subgêneros mais populares da música latina como o urbano, o pop, o rock e o tradicional, dá para contar nos dedos de uma mão o número de artistas femininas contempladas. São elas: Natalia Laforcaude, Rosalia, Mon Lafarte, Ile e Kany García.

Vale notar que nas oito categorias destinadas exclusivamente às produções em língua portuguesa ocorre um equilíbrio entre os gêneros. Quatro prêmios foram para mulheres e quatro para homens, contrariando a tendência geral da Academia.

Nos anos anteriores, o retrospecto é de uma vitória massacrante dos artistas masculinos. Considerando apenas as quatro categorias principais (Gravação do Ano, Álbum do Ano, Canção do Ano e Melhor Novo Artista), os homens abocanharam 72,5% dos prêmios, contra 27,5% vencidos pelas mulheres em toda a história da premiação. A única categoria em que há um certo equilíbrio é a de Novo Artista, na qual mulheres venceram nove vezes e mesmo assim, em duas delas o prêmio foi dividido com um homem, por se tratar de banda ou duo.

Karol G levou o Grammy Latino de Melhor Artista Novo em 2018


Em “Álbum do Ano”, apenas Shakira (2006) e Rosalia (2019) levaram os gramofones para casa e ajudaram a diminuir a triste estatística. Na categoria “Canção do Ano”, que premia o trabalho dos compositores, não houve um ano sequer em que uma canção composta apenas por uma ou mais mulheres venceu. Em apenas seis ocasiões a canção do ano teve a participação de pelo menos uma mulher em sua composição. Já em “Gravação do Ano”, apenas em 2015, o gramofone foi exclusivamente para uma artista feminina. Shakira venceu nos anos de 2006 e 2016, mas dividiu o prêmio respectivamente com seus colegas Alejandro Sanz e Carlos Vives.

Os números demonstram uma triste realidade que assombra as mulheres da indústria fonográfica latina. O mercado é dominado por homens e a Academia parece refletir essa tendência de machismo nas duas décadas da premiação.

O machismo, aliás, foi alvo de polêmica na versão norte-americana do Grammy. Em 2018, o então presidente da Academia de Gravação, Neil Portnow, disse que as mulheres precisavam “se impor, se aperfeiçoar e buscar orientação”, quando questionado por um jornalista do porquê as artistas femininas tinham poucos Grammys comparados aos homens. A fala resultou em sua saída do posto de CEO e ele acabou sendo substituído por uma mulher.

No segmento latino, há uma série de artistas talentosas que também merecem ter seu talento reconhecido. Em pleno ano de 2020, é inadmissível que o pioneirismo de Shakira tenha produzido apenas Natalia e Rosalia.

O ano de 2006 parecia ser um divisor de águas para as mulheres. Na sétima edição dos prêmios, era a primeira vez que uma artista feminina levava para casa a grande tríade da noite. Shakira levou o Grammy de Álbum do Ano com Fijacion Oral Vol.1 e Canção e Gravação do Ano, por La Tortura. Um recorde que nenhuma outra mulher conseguiu igualar e que apenas Alejandro Sanz, Juanes e Calle 13 dividem com a colombiana. Os anos seguintes não foram promissores para as mulheres e apenas nos últimos dois elas tiveram um grande protagonismo nas categorias principais.

Até 2011, havia categorias separadas por gêneros, que garantiam a representatividade de mulheres na festa da música latina. Ao olhar para os números da Academia, nos parece imperativo que essas categorias voltem à cerimônia, pelo menos até que os membros votantes e júri técnico passem a considerar com mais equidistância as obras de intérpretes e autoras femininas. O que parecia ser uma tentativa bem intencionada de acabar com a distinção entre homens e mulheres nos prêmios, acabou por aprofundar o abismo entre os gêneros na hora do Grammy anunciar os seus vencedores. É preciso uma mudança de paradigmas. Nossas mulheres latinas querem e merecem mais.

Shakira participa hoje de evento virtual beneficente

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Cantora é uma das convidadas da primeira Gala Global da Concern, ao lado de figuras como Bono do U2, Usain Bolt e Liam Neeson

Shakira será presença confirmada no evento “Global Gala: Unite to Fight Hunger” da ONG Concern, que acontece hoje (13). A Gala vai levar o espectador a uma viagem ao redor do mundo, do Haiti ao Quênia, para (virtualmente) explorar o impacto transformador das ações da entidade. O objetivo é levantar fundos para o trabalho que tem salvado vidas ao redor do planeta. Além de Shakira, vão estar presentes figuras como Bono Vox do U2, o atleta Usain Bolt, o ator Liam Neeson e outras personalidades.

Ainda não há informações se a cantora colombiana fará uma performance musical ou um discurso. Mas o evento vai contar com um poderoso programa de convidados especiais, música, conexão e comunidade.

A Concern é uma comunidade global de ajuda humanitária que reúne voluntários, membros de comunidades, apoiadores e doadores que visam combater a pobreza e seus efeitos com abordagens inovadoras de engenharia no tratamento da desnutrição, cuidados de saúde materno-infantil, transferências de fundos, recuperação de desastres e outras ações.

O evento online é gratuito e rola a partir das 20h30min (horário de Brasília). Para assistir, você deve realizar uma pré inscrição, clicando aqui. Após o cadastro,você receberá em seu email o link para acessar a transmissão da Gala.

Para saber como apoiar as ações globais da Concern, clique aqui.

Shakira fala em experimentar novos sons e projeta turnê para 2022

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Em nova entrevista para veículo chileno, cantora pontua sua vida durante a pandemia, novos projetos, Super Bowl e planos de voltar aos palcos em 2022.

Da Redação – O jornal chileno “El Mercurio” publicou hoje (11) uma entrevista com Shakira em que aborda diversos temas da carreira e vida da artista. A cantora revelou planos de sair em turnê apenas em 2022, devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. Shakira mencionou também que deseja experimentar novos sons nos seus próximos projetos, falou sobre a experiência do Super Bowl e que virou fã de jovens artistas como Billie Elish e Justin Bieber. Confira o texto traduzido na íntegra pela equipe do Shakira Brasil (SBR).

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“Shakira: A dose de fé que o Chile me injetou foi chave no começo da minha carteira”

A cantora colombiana falou de Vina del Mar, de sua passagem pelo Super Bowl, sua vida na pandemia em cima de uma prancha e de seus planos de voltar em turnê em 2022.

Shakira voa sobre uma prancha. A cantora colombiana encontrou uma válvula de escape frente à pandemia, subindo em um skate para mostrar sua destreza no chão ou também sobre uma onda, quando surfa em uma prancha nas praias de Barcelona, onde vive, documentando seus evidentes progressos através de suas redes sociais.

“Fiquei viciada no skate e virei a mamãe sobre rodas. É um hobby que tenho agora e que me encanta, porque me fez descobrir outra parte de mim mesma. E daí logo comecei com o surf e fico no mar quando posso, porque agora nos fins de semana não podemos sair do município”, conta a intérprete através de uma conferência via Zoom com veículos latinos, na qual participou El Mercúrio.

A voz de “Chantaje” apresentou ontem seu novo perfume, “Dance Midnight, que foi criado durante a pandemia, enquanto colocava em pausa sua carreira musical. Um aroma que descreve realizando um paralelo consigo mesma. “Tem personalidade, mas não é agressivo demais”, sinaliza e acrescenta que possui “um ponto doce e também noturno… Eu sou bastante noturna, não há quem me faça dormir”, conta risonha a colombiana, que em uma projeção da realidade não acredita que retome as turnês antes do ano subsequente.

Um mês antes do coronavírus se espalhar pelo mundo, Shakira esteve outra vez nos holofotes midiáticos, graças a um evento esportivo. A cantora foi, ao lado de Jennifer Lopez, a figura central do show de intervalo do Super Bowl, o espetáculo mais visto de cada ano nos EUA, em uma vitrine que, disse, viveu com muito estresse, ainda que o tenha feito por um propósito maior.

“Foram muitas noites sem dormir… Eu o recordo como um dos momentos mais intensos da minha carreira artística, uma preparação de meses para sete ou oito minutos sobre o palco, mas acredito que valeu a pena pela oportunidade que tivemos com JLo, de representar as minorias de muitas etnias. Esse dia foi uma homenagem a nossa latinidade”, sinaliza a cantora, que disse estar em uma busca por sons novos para seus próximos projetos.

Shakira conta que nestes últimos meses virou fã de Billie Elish e Justin Bieber e que em seu trabalho de “obreira da música” quer seguir expandindo suas margens.

“Tenho uma grande curiosidade com sons que eu nunca experimentei antes. Tenho diferentes ideias do que quero fazer musicalmente e quero provar novos territórios”, adianta sobre o que poderia mostrar em sua próxima turnê musical.

“Eu acredito que 2022 soe bem, essa é a ideia. Já tenho uma vontade tremenda de preparar uma turnê de concertos completamente diferente das demais e com muita vontade de começar na América Latina e estar aí com o público chileno, que é espetacular”.

– O Festival de Vina foi importante no começo da sua carreira. Quando voltará a esse palco?

“Se me convidarem, me encantaria. O Festival representa uma plataforma muito importante para os artistas latinos. E pessoalmente, a dose de fé que o Chile me injetou foi chave no meu começo (em 1993 obteve o terceiro lugar na competição internacional do evento), de poder ter a valentia de ir além e cruzar fronteiras quando tudo estava apenas começando para mim”.

Trecho da matéria do El Mercúrio em entrevista com Shakira publicada hoje (11).

“Já tenho várias ideias para a próxima turnê”, diz Shakira em live com fãs

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Shakira está realizando hoje (10) uma série de encontros virtuais com fãs do mundo todo em comemoração ao lançamento de sua nova fragrância, Dance Midnight. O SBR participou de uma dessas reuniões e ainda levou uma fã para esse bate papo exclusivo. Durante o encontro, a cantora revelou que já tem várias ideias para sua próxima turnê, ainda sem previsão de estreia.

A nova turnê de Shakira estava prevista para começar em 2021. No entanto, devido a pandemia provocada pelo novo coronavírus, os planos de voltar aos palcos foram adiados por tempo indeterminado.

No encontro, Shakira ainda falou, em bom português, que sente muitas saudades do Brasil. Ela mencionou que a memória mais especial que tem do país é do início de sua carreira, quando ela tinha apenas dezoito anos, e foi acolhida pelo público brasileiro em sua primeira turnê. Aqui ela aprendeu a falar português, que virou o seu segundo idioma, antes, inclusive, de aprender inglês.

De forma descontraída, ela relembrou alguns aromas que a remetem ao Brasil, como o brigadeiro e a caipirinha. “Estou com muitas saudades do Brasil”, disse Shakira de forma emocionada.

Sobre as novas idéias, a colombiana fez jogo duro e deixou no ar o que está preparando para sua nova série de shows.

Pandemia: como Shakira se mantém relevante em tempos de isolamento social

Levi Tavares – O ano começou e todos os bons ventos sopravam a favor de Shakira. Ela havia acabado de lançar, em cinemas de todo o mundo, o registro audiovisual da sua aclamada turnê El Dorado. O planeta todo esperava com ansiedade sua apresentação no show de intervalo do Super Bowl, ao lado de Jennifer Lopez. Aproveitando, ela lançou uma parceria pegajosa com o porto-riquenho Anuel AA, como uma espécie de aperitivo para o que ela preparava para este 2020.

Fevereiro chegou e, no dia em que completou 43 anos de vida, a colombiana entregou um um espetáculo épico no centro do Hard Rock Stadium em Miami e a vimos “brilhar em todo o seu esplendor”. Todos os holofotes estavam sobre ela. O engajamento nas redes sociais foi monstruoso. Com mais de 2 milhões de menções no Twitter, por exemplo, ela conseguiu superar o próprio evento. O reflexo também foi sentido nas plataformas digitais. O clássico “Whenever, Wherever” (2001) foi parar direto no topo do iTunes dos EUA, além de colocar outras duas músicas no Top 10. No Spotify, “Hips Don’t Lie” (2006) entrou pro ranking das mais executadas no país pela primeira vez e a música debutou no chart das 100 canções da Rolling Stone com melhor desempenho da semana na Terra do Tio Sam. Ela ainda colocou dois álbuns de volta na parada da Billboard. O show de intervalo se transformou no mais visto do Youtube logo nas primeiras horas no ar, com a crítica aclamando a versatilidade e o apelo multicultural do seu espetáculo. Como disse a Forbes, “Shakira venceu o Super Bowl”.

Na esteira desse sucesso arrebator, a Live Nation anunciou uma turnê mundial da cantora para o ano seguinte e convidou os fãs norte-americanos para o cadastro da pré-venda. A adesão foi maciça, mas logo veio a frustração. A pandemia provocada pelo novo coronavírus colocou o mundo todo em isolamento social sem precedentes na história moderna. E os planos que a estrela latina tinha para este ano foram por água abaixo. Shakira, que tinha um álbum no forno, não lançou mais nada para o sucessor de El Dorado e deixou os fãs em modo de espera. E como na indústria moderna “quem não é visto, não existe”, o esperado era que seu nome desaquecesse e seus números tivessem um declínio acentuado. Mas na contra-mão da fórmula dos executivos de plantão, a colombiana segue mantendo seu catálogo em evidência, com números de causar inveja nos artistas que lançam material inédito semana a semana. Qual a mágica de Shakira?

Por dentro dos números

Shakira é uma máquina de fazer streaming. Nos últimos 12 meses, foram mais de 3 bilhões de visualizações nos vídeos do seu catálogo no YouTube, segundo dados consolidados da própria plataforma. Só para se ter a dimensão desses números, ele representa mais que todo o catálogo de artistas como Doja Cat, Bebe Rehxa, Kendrick Lamar, Halsey, Christina Aguilera, Rosalia e Lil Nas X. Mesmo tendo lançado apenas uma música inédita, a colombiana conseguiu, no período, desempenho superior ao de suas colegas norte-americanas que lançaram disco este ano, como Lady Gaga, Katy Perry e Taylor Swift.

No Spotify, o serviço de streaming de áudio mais popular do planeta, a estrela também segue brilhando. Com cerca de 27,7 milhões de ouvintes mensais, ela é a 73° artista no ranking geral da plataforma. Shakira ainda ostenta impressionantes 19.969.638 seguidores. Seus sucessos de outras eras continua despertando interesse do público em geral, com canções como “Hips Don’t Lie”, “She Wolf”, Whenever Wherever”, “Waka, Waka” e “Inevitável”, recendo fluxos diários consideráveis, com destaque para as duas primeiras que recentemente voltaram a figurar entre as 200 mais ouvidas do dia em múltiplos mercados.

Afinal de contas, qual a mágica de Shakira para exibir números tão robustos?

Legado! Uma das explicações possíveis é a atemporalidade dos seus clássicos. Shakira conseguiu o que poucos artistas conseguem: imortalizar canções na história da cultura pop global. Faixas como Hips Don’t Lie e Waka Waka (This Time for África) transcederam o tempo e continuam a ganhar popularidade entre as diversas gerações de ouvintes, principalmente os mais jovens. São faixas que não ficaram datadas e que facilmente poderiam soar originais se lançadas hoje.

Ela é global. Outra explicação reside no fato da colombiana ser uma das poucas artistas verdadeiramente globais. Ela não depende de um único grande mercado, como os EUA, para garantir grandes fluxos. Seu catálogo rapidamente capta ouvintes em diversos cantos do planeta. E Shakira tem um grande trunfo nas mãos: ela é um verdadeiro fenômeno em mercados emergentes, que por anos a fio foram ignorados pela grande indústria e que agora na era do streaming são os que mais crescem em consumo de música licenciada no mundo, segundo a IFPI. Países como México, Índia, Brasil e Argentina passaram a responder por bilhões e bilhões de fluxos sob demanda que alimentam gravadoras mundo a fora e atraíram a atenção dos executivos da indústria nos últimos três anos. E boa parte dos números de Shakira vem de mercados emergentes como este, além da boa penetração nos grandes mercados tradicionais como EUA, França, Itália, Alemanha e Espanha.

Estádio lotado em show de Shakira em São Paulo, Brasil (2018).

E, por fim, sua facilidade de adaptação. Shakira não se deixou ser atropelada pelas inovações do mercado. Sempre antenada, a cantora se cercou de uma equipe multifuncional que usou a tecnologia a seu favor. Ela se adaptou bem à transformação da era física para era digital, da digital para a era do streaming. E a sua forte presença online é um fator determinante para sua sobrevivência no topo da indústria. Redes sociais e aplicativos de interação são ferramentas que ela têm aproveitado para continuar construindo e fortalecendo sua relação com o público e por consequência mantendo sua música na memória da audiência. O Tik Tok, por exemplo, é o aplicativo queridinho dos jovens no momento e já ajudou a popularizar músicas de diversos artistas. Shakira tem sido bastante atuante na aplicação e isso tem surtido efeitos nas suas faixas em outras plataformas, com as coreografias e challenges (os famosos desafios) de canções como Hips Don’t Lie, Waka Waka e Changaje viralizando. O mesmo ela fez com redes e recursos como Boomerang, Filtr e Viber.

Assim, mesmo sem lançamentos recentes dificultados pela pandemia, ela manteve a proximidade com os fãs aumentando sua presença online, trabalhando sua imagem positiva ao se aliar a projetos sustentáveis, escolhendo a dedo as lives que participou e usando as inovações do mercado a seu favor. Shakira tem reinado absoluta por décadas e, mesmo quando as intempéries parecem ameaçar seu trono, ela se mantém inabalável remando rumo ao sucesso. Ainda não sabemos como será o novo normal no mundo pós pandemia, mas é certo que Shakira vai continuar mantendo sua audiência cativa, fiel e em constante crescimento.

Shakira comemora vitória de Joe Biden à presidência dos EUA

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Cantora usou suas redes sociais para celebrar vitória do democrata sobre Donald Trump

Joe Biden acaba de ser confirmado como o novo presidente eleito dos EUA. De acordo com as projeções de veículos de imprensa do país, o candidato democrata conseguiu ultrapassar o número de 270 delegados necessários para assumir a cadeira da presidência, em uma disputa acirrada contra Donald Trump, que concorria à reeleição. Shakira, que nas últimas semanas fez campanha para Biden nas redes e exortou os latinos do país a votar, comemorou a vitória, com uma mensagem de esperança e dizendo que ia celebrar com uma dança com os filhos.

“Comemorando com meus filhos esta nova fase de unidade e cura que começa agora com Biden como novo presidente eleito”, escreveu a cantora no Twitter. E depois acrescentou em novo tweet: “O mundo está nas mãos de alguém civilizado e compassivo. Agora é hora de limpar o meio ambiente, fornecer educação de qualidade e serviços de saúde para todos. Todos nós temos que fazer nossa parte, mas a base está lançada. Agora uma dancinha com meus filhos para comemorar”.

Vale lembrar que Biden já é um velho conhecido da colombiana. Shakira trabalhou como assessora especial para educação de hispânicos, durante a administração de Barack Obama, de quem Biden era vice-presidente na ocasião.